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Devocional

Salmo 75

Uma dose não diluída do seu próprio remédio

No Salmo 75, vemos que todos somos arrogantes e orgulhosos, mas Jesus aceita o julgamento pelo nosso orgulho em nosso lugar.

O que está acontecendo?

O Salmo 75 diz que Deus estabeleceu um tempo para fazer justiça contra os arrogantes em favor dos fracos e dos pobres (Salmo 75.1-2). Embora possa parecer que os poderosos e os orgulhosos fazem a terra tremer, é Deus quem realmente está no controle (Salmo 75.3). Por isso o salmista adverte os arrogantes a não se vangloriarem (Salmo 75.4). O poder deles é uma ilusão, e o seu destino repousa nos juízos de Deus. Seria insensato desafiá-lo (Salmo 75.5).

Ninguém na terra pode se defender da acusação de Deus (Salmo 75.6). Deus julga com absoluta clareza e equidade. Deus nunca condenou uma pessoa inocente. Deus sempre absolve os humildes. E Deus sempre e perfeitamente derruba os orgulhosos (Salmo 75.7). O salmista diz que o julgamento de Deus é como um cálice cheio de vinho espumante que os arrogantes bebem até a última gota (Salmo 75.8). É uma metáfora de ser obrigado a beber uma dose não diluída do próprio remédio.

Misturando as metáforas, Asafe diz que os orgulhosos são como carneiros prontos para lutar com Deus pelo domínio (Salmo 75.5). Eles levantam os seus chifres, prontos para atacar, mas Deus simplesmente corta os seus chifres. A sua fonte de força é julgada, removida e entregue às pessoas inocentes de quem se aproveitaram (Salmo 75.10). Deus inverte a sorte dos orgulhosos e lhes dá uma justa dose do próprio remédio. 

Onde está o Evangelho?

Todos os dias os arrogantes usam a sua força para explorar os humildes. A boa notícia para os vulneráveis é que Deus não deixará a injustiça sem punição nem os fracos sem proteção. O salmista diz que Deus julgará não alguns, mas todos os orgulhosos. Isso é importante porque nenhum de nós está imune ao orgulho. Todos nós desafiamos Deus pelo domínio e exigimos viver as nossas vidas segundo as nossas regras, e não segundo as dele. Isso significa que a mesma justiça que celebramos é a mesma justiça que também deveríamos temer. 

O Salmo 75 adverte que há um cálice na mão de Deus (Salmo 75.8). Na justiça de Deus, se persistirmos em nosso orgulho, seremos obrigados a beber do nosso próprio remédio. Aqueles que consideramos inferiores a nós se erguerão acima de nós, e Deus inverterá a nossa sorte. Mas Deus não quer que nenhum de nós morra assim (2 Pedro 3.9). É por isso que Jesus bebe o cálice que está nas mãos de Deus. Ele o bebe em nosso lugar e por causa do nosso orgulho (Lucas 22.42). Na maior inversão de sortes, Jesus bebe a dose não diluída do nosso remédio para que os que antes eram orgulhosos possam ser humilhados e perdoados. 

Veja por si mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que derrama o seu cálice de justiça. E que você veja Jesus como aquele que voluntariamente bebeu o cálice do julgamento de Deus para que os orgulhosos recebam humildade.

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