O que está acontecendo?
O povo de Deus está preso em um ciclo vicioso. Um período prolongado de angústia nacional faz o povo de Israel duvidar que Deus ainda o ame. Eles não veem mais sentido em obedecer a Deus. Então Deus os disciplina por sua desobediência. O povo de Deus interpreta isso como mais uma falta de amor, o que o torna ainda menos inclinado a ver sentido na obediência.
Mas, por meio de Malaquias, Deus argumenta que nunca deixou de amar o seu povo. Céticos, seu povo pede provas de que Deus ainda o ama (Malaquias 1.2). Então Deus reconta a história da fundação de Israel. Tantos anos atrás, Deus, em amor, escolheu Jacó, seu antepassado, em lugar de seu irmão Esaú. Desde aquele dia, ele tem protegido os descendentes de Jacó. E tem frustrado todas as tentativas da dinastia de Esaú de construir um império que derrubasse Israel (Malaquias 1.3-4). O amor protetor de Deus tem sido constante ao longo de toda a sua história com o seu povo. Deus ainda ama Israel, e continuará a amá-lo e a suprir suas necessidades (Malaquias 1.5).
Mas os líderes de Israel não confiam que Deus suprirá as necessidades de sua nação. Por isso, começaram a
oferecer aos governadores locais os seus melhores animais como presentes e a oferecer a Deus os animais doentes e mutilados como sacrifícios (Malaquias 1.6-9, 13-14). Pior ainda, seus sacrifícios ensinam ao restante de Israel que os políticos merecem mais honra do que Deus (Malaquias 2.7-8). Os primeiros líderes de Deus foram escolhidos precisamente porque confiavam em Deus e o honravam, enquanto o restante de Israel não o fazia (Malaquias 2.4-6; Números 25.10-13). Esta geração de líderes precisa redescobrir a honra e a confiança de seus antepassados, ou será maldita para sempre (Malaquias 2.1-4, 9).
De modo semelhante, os homens de Israel não confiam que Deus suprirá as necessidades de suas famílias e, por isso, começaram a se casar com pessoas de famílias que sacrificam a deuses estrangeiros (Malaquias 2.10-11). Buscando garantir alternativas quando parecia que Deus não estava provendo, muitos até se divorciaram de suas esposas para se casar com mulheres de famílias idólatras, na esperança de assegurar o sustento vindo dessas divindades (Malaquias 2.14b, 16). É por isso que Deus diz que não aceitará mais os seus sacrifícios (Malaquias 2.13-14a). Malaquias adverte que a fidelidade dos homens de Israel às suas esposas é um símbolo de sua fidelidade a Deus. E, se eles se recusarem a ser fiéis às suas noivas, Deus anulará seu relacionamento de amor com eles (Malaquias 2.12).
Embora as circunstâncias em que vivem pareçam evidência de que Deus não os ama, isso não é verdade. O povo de Deus precisa permanecer fiel e voltar a confiar em Deus (Malaquias 2.16b).
Onde está o Evangelho?
Quatrocentos anos depois de Malaquias escrever sua profecia, pouco havia mudado. O povo de Deus estava empobrecido e sob a ocupação do Império Romano. Os líderes, céticos quanto ao amor de Deus, buscavam sustento e poder por meio da política romana, e desonravam Deus com suas regras humanas e sacrifícios hipócritas (Mateus 12.34; 21.12-13). Até os homens de Israel eram tão infiéis às suas esposas quanto nos dias de Malaquias (Mateus 19.1-11).
Mas Deus mostrou seu amor ao seu povo cético, desonroso e infiel enviando seu Filho Jesus (1 João 4.9; Romanos 5.10). Diferentemente dos líderes desonrosos, Deus deu ao seu povo um sacrifício perfeito em Jesus (Romanos 8.3). E Deus aceitou esse sacrifício para perdoar os muitos pecados do seu povo e anular os argumentos que ele havia levantado contra eles (Romanos 8.1, 14-16).
Embora nossas circunstâncias raramente sejam o que desejamos, nunca precisamos duvidar do amor de Deus por nós. Deus nos protegeu de nossas próprias tentativas de desonrá-lo — ele morreu por nós! Nada pode nos separar do seu amor. Nenhuma fome, pandemia, guerra nem qualquer grau de ceticismo pode apagar o sacrifício de amor da cruz de Jesus (Romanos 8.38-39).
Jesus é um esposo fiel, mesmo quando nós não somos. Como os homens de Israel, devemos ouvir as boas-novas do amor de Deus e confiar que ele será fiel para prover tudo o que precisamos. Ele é devotado a nós e está disposto a sacrificar tudo por nós. Portanto, rejeite todos os outros amores e aceite o afeto incondicional dele por você, a noiva que ele escolheu.
Veja por você mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que ama o seu povo. E que você veja Jesus como nosso esposo amoroso, que se sacrifica por nós.

