O que está acontecendo?
O destino do povo de Deus depende de buscar e ouvir a voz de Deus. Os reis Davi e Salomão inauguraram uma era de paz e prosperidade sem precedentes para Israel ao ouvir humildemente a Deus. Mas o filho de Salomão não ouve a Deus e, como resultado, Israel rapidamente implode. Em vez de se coroar em Jerusalém e no templo de Deus, Roboão se coroa em uma cidade distante, sem nenhum sacrifício nem oração a Deus (2 Crônicas 10.1). Imediatamente, um antigo chefe de Estado, Jeroboão, reúne um grupo de escravos descontentes e apresenta um ultimato ao novo rei (2 Crônicas 10.2-3). Se ele não aliviar a carga de trabalho que Salomão lhes impôs, eles não serão mais leais à dinastia de Davi. Roboão pede três dias para considerar esse ultimato (2 Crônicas 10.4-5).
Deus está testando Roboão para ver se ele buscará a sua orientação como fizeram seus antepassados. Mas Roboão não busca, mesmo quando seus conselheiros reais estão divididos. Os conselheiros que serviram sob Salomão sugerem ceder às exigências de Jeroboão para garantir tanto a unidade de Israel quanto a lealdade de sua força de trabalho (2 Crônicas 10.6-7). Mas os contemporâneos de Roboão aconselham ameaçar esses escravos insubordinados com cargas mais pesadas até que eles se submetam (2 Crônicas 10.8-11). Roboão não pede conselho a Deus. Em vez disso, fica do lado de seus conselheiros mais jovens e ameaça açoitar seus escravos até a submissão. Liderados por Jeroboão, os escravos se revoltam (2 Crônicas 10.12-16). Dez das doze tribos de Israel ficam do lado de Jeroboão contra a dinastia davídica — e Israel se divide em dois (2 Crônicas 10.17-19).
Israel se dividiu porque Roboão não buscou nem ouviu a Deus. Na tentativa de recuperar o controle de Israel, Roboão declara guerra ao reino de Jeroboão. Mas, antes que possa atacar, Deus fala por meio de um profeta e diz a Roboão que recue. Surpreendentemente, ele ouve. Roboão evita uma guerra sangrenta, optando por fortificar cidades vulneráveis por todo o território tribal de Judá e Benjamim (2 Crônicas 11.1-12). Enquanto isso, Jeroboão constrói um templo alternativo ao de Jerusalém, o guarnece com um bezerro de ouro e expulsa a tribo sacerdotal de Deus. Em resposta, a tribo de Levi abandona Jeroboão e se une novamente a Roboão (2 Crônicas 11.13-17). Apesar de ter falhado antes, o reino de Roboão é parcialmente restaurado quando ele ouve a Deus (2 Crônicas 11.18-22).
Mas, à medida que o reino de Roboão se torna mais seguro, ele novamente deixa de ouvir quando Deus fala. O rei do Egito ataca Roboão e toma várias de suas cidades recentemente fortificadas (2 Crônicas 12.1-4). O mesmo profeta que já havia advertido Roboão lhe diz que estão perdendo para o Egito porque pararam de ouvir as leis de Deus (2 Crônicas 12.5). Mas, como antes, Roboão ouve. Então Deus contém o Egito e permite que ele governe sua metade de um Israel dividido por mais doze anos (2 Crônicas 12.6-12). Embora Roboão ouça a Deus de vez em quando, sua falha em buscar a orientação de Deus dividiu permanentemente seu país (2 Crônicas 12.14).
Onde está o Evangelho?
O Cronista quer que seus leitores entendam que o destino do povo de Deus depende de um rei da linhagem de Davi que busca e ouve a voz de Deus. A primeira história do livro de Crônicas relembra como o primeiro rei de Israel não ouviu a Deus, foi derrotado em batalha e cometeu suicídio (1 Crônicas 10.1-13). Agora Roboão não busca de forma consistente a orientação de Deus e, imediatamente, Israel começa sua longa e lenta queda em direção ao suicídio nacional. O destino do povo de Deus depende de um rei que sempre buscará e ouvirá a voz de Deus.
Esse rei que ouve é Jesus (João 5.19-20). Como Roboão, Jesus foi testado com ultimatos semelhantes por parte daqueles que detinham o poder em Jerusalém. Os fariseus exigiam respostas a perguntas impossíveis, esperando dividir os seguidores de Jesus e prendê-lo em suas palavras (Mateus 17.24-27). Outras vezes, cobravam de Jesus padrões duplos impossíveis (Mateus 11.17-18). Mas, diferentemente de Roboão, que prometeu um peso mais pesado e uma mão mais violenta, Jesus, com mansidão e humildade, prometeu uma carga mais leve para o seu povo e descanso para as suas almas (Mateus 11.28-30). Jesus é o Rei que vem aos seus súditos em revolta e não os açoita até a submissão, mas com mansidão toma sobre si os fardos deles.
Deus sabia que o único modo de unir para sempre o seu povo era Jesus assumir a responsabilidade pelos fardos do seu povo e morrer sob o peso do pecado do seu povo (Filipenses 2.8). Mas, em resposta, Deus ressuscitou Jesus do sepulcro e o colocou em um trono acima de todos os outros poderes (Efésios 2.6,13). O destino do povo de Deus foi determinado. O destino do povo de Deus é vida eterna, paz e prosperidade, porque Jesus é o Rei da linhagem de Davi que ouviu a voz de Deus.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que fala ao seu povo. E que você veja Jesus como aquele que toma sobre si o fardo do seu povo.

