O que está acontecendo?
Ezequias, descendente do rei Davi, está no trono e conduz Judá a uma era de fidelidade aos mandamentos de Deus. Mas a liderança de Ezequias e a fidelidade de Judá são postas à prova quando Senaqueribe, general da Assíria, invade Judá (2 Crônicas 32.1). Quando Ezequias iniciou suas reformas, disse ao seu povo que, se escolhessem adorar a Deus novamente, Deus voltaria para o seu povo e poria fim à opressão assíria (2 Crônicas 30.9). A invasão de Senaqueribe representa um teste da liderança de Ezequias e da fidelidade de Judá a Deus.
Ezequias fortifica Jerusalém em preparação para a guerra (2 Crônicas 32.1-5). E, assim como Davi diante de Golias, Ezequias anima o seu povo ao lembrá-los de que o Deus que está com eles é maior do que os inimigos que enfrentam (2 Crônicas 32.6-8; 1 Samuel 17.45-47). Enquanto isso, Senaqueribe, como Golias, zomba de Ezequias e da fidelidade de Judá a Deus. Todo suposto deus que Senaqueribe enfrentou caiu sob a sua espada, e ele está confiante de que o Deus de Judá não será diferente (2 Crônicas 32.10-19). Mas Ezequias ora a Deus pedindo ajuda, e Deus derrota as forças da Assíria (2 Crônicas 32.20-21). Deus recompensa a liderança de Ezequias por confiar somente nele, e concede a Judá paz e prosperidade pelo resto do reinado de Ezequias (2 Crônicas 32.22-23).
Depois de registrar a fidelidade de Ezequias, o Cronista relata o fracasso de Ezequias. Durante a campanha assíria, Deus curou Ezequias de uma doença grave, mas, em vez de ser grato, Ezequias se enche de orgulho. Contudo, quando é confrontado com as consequências desse orgulho, Ezequias se arrepende, e Deus abençoa o restante do seu reinado (2 Crônicas 32.24-30). Mas, depois disso, enviados da Babilônia vêm visitar Ezequias, presumivelmente para oferecer ajuda contra os assírios. Somos informados de que é mais um teste de Ezequias e de sua fidelidade (2 Crônicas 32.31).
Onde está o Evangelho?
Um dos maiores momentos de Ezequias foi quando ele encorajou o seu povo aflito e sitiado, dizendo que Deus está com eles e é maior do que os seus inimigos. É uma lembrança das palavras de seu antepassado Davi em sua luta contra Golias. E é um prenúncio do maior descendente tanto de Davi quanto de Ezequias, Jesus, que encorajou os seus discípulos com a mesma verdade. Ele não os encorajou apenas como o seu Rei, mas como o próprio Deus. Jesus consolou os seus discípulos aflitos, dizendo a eles que, apesar dos perigos que enfrentarão no mundo, ele venceu o mundo (João 16.33). Jesus é Deus conosco e Deus em nós, e ele é maior do que qualquer poder no mundo (1 João 4.4).
Ainda assim, muitas vezes os poderes do mundo parecem avassaladores. Guerras mundiais ameaçam os nossos países, e líderes mundiais promovem agendas blasfemas. E, nesses momentos de provação, precisamos lembrar que temos Jesus como nosso Rei, que conduz o seu povo a confiar em Deus para a libertação.
Quando Davi confiou em Deus, Deus o ajudou a derrotar um gigante com uma pequena funda e a libertar o seu povo. Quando Ezequias confiou em Deus, Deus derrotou um exército e libertou Jerusalém. E quando Jesus confiou em Deus, ele derrotou a Morte e o Pecado por meio de sua morte e ressurreição, e salvou o seu povo do poder deles para sempre. Por causa de Jesus, o Ezequias maior, todos os inimigos foram desarmados. Podemos enfrentá-los sabendo que o Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos está conosco, e ele não nos deixará fracassar (Colossenses 2.15).
Veja você mesmo
Por isso, oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que é maior do que os nossos inimigos. E que você veja Jesus como aquele que está conosco e vive em nós, sempre.

