O que está acontecendo?
Judá está sob o controle babilônico (2 Reis 24.1). Mas Jeoiaquim, o governante de Judá, se rebela sem sucesso e é assolado por incursões inimigas (2 Reis 24.2). Quando o filho de Jeoiaquim assume o governo, ele reina por apenas três meses antes de se render ao rei da Babilônia, Nabucodonosor (2 Reis 24.12). Nabucodonosor esvazia o templo de seus tesouros e envia uma primeira onda de exilados de Jerusalém para a Babilônia (2 Reis 24.13-14).
O irmão de Jeoiaquim também tenta se rebelar contra a Babilônia, mas fracassa (2 Reis 24.20). Nabucodonosor retalia e sitia Jerusalém (2 Reis 25.1). O irmão foge de Jerusalém, mas é capturado. Como punição, seus filhos são executados diante dele, seus olhos são furados, e ele é levado para uma prisão na Babilônia (2 Reis 25.6-7). Nabucodonosor queima Jerusalém e o seu templo até reduzi-los a cinzas e exila uma segunda onda para a Babilônia (2 Reis 25.9,11). O bronze carbonizado do templo é medido, desmontado e enviado para o tesouro do império (2 Reis 25.13). Os líderes do templo são assassinados, e Judá começa seu longo exílio (2 Reis 25.21).
Nabucodonosor instala um novo governante em Judá, sob os olhares atentos das autoridades babilônicas (2 Reis 25.22). Mas tanto o governante quanto as autoridades de Nabucodonosor são imediatamente assassinados por alguns rebeldes que escaparam das primeiras ondas de deportação (2 Reis 25.25). Temendo mais retaliações, o restante da população de Judá busca refúgio no Egito; o mesmo lugar de onde Deus resgatou seus antepassados (2 Reis 25.26). O povo de Deus está de volta ao ponto de partida — sem terra, escravizado por um império, preso no Egito e praticamente morto.
Trinta e sete anos depois, um novo rei babilônico, mais benevolente, absolve e liberta da prisão o filho de Jeoiaquim (2 Reis 25.27). Ele o assenta à sua mesa real e substitui seu uniforme de prisioneiro por roupas adequadas a um homem de sua mesa (2 Reis 25.29). A história de Israel e de Judá termina com a mais tênue das esperanças. Israel caiu. Judá caiu. O templo foi queimado. As leis de Deus foram esquecidas. Os reis foram depostos. Os profetas estão mortos. Mas um descendente de Davi recebeu graça e foi elevado perto do centro do poder pagão.
A história de Israel não é sobre datas, cidades e reis; é sobre Deus. E o que aprendemos da história nacional de Israel é que Deus não salva por meio de nações, templos, leis, reis ou profetas. Deus salva somente pela graça, e Deus dá vida mesmo depois da morte.
Onde está o Evangelho?
Jesus é a culminação das expectativas políticas, proféticas e espirituais de Israel. Jesus é filho de Davi e o legítimo Rei de Israel (Mateus 21.9). Ele é o Templo final e a Lei demonstrada (Mateus 5.17). Ele é tanto a profecia cumprida como o último profeta (Hebreus 1.1-2).
Mas, para que Jesus seja o Salvador da história de Israel, ele precisa morrer historicamente. Para salvar Israel, ele precisa ser Israel. Para redimir Israel do seu pecado e resgatá-la da sua idolatria, ele precisa encarnar o seu pecado e a sua idolatria (2 Coríntios 5.21). Como a Babilônia, os impérios do Pecado e da Morte dominariam Jesus. Fora da cidade, rejeitado por seus discípulos, assassinado pelos poderes e abandonado por Deus, Jesus revive tanto a história de Israel como a morte de Israel. Mas, como o filho de Jeoiaquim, Jesus se levanta do seu exílio e agora está sentado à mesa de Deus, vestido de glória — não perto do centro do poder pagão, mas como o centro da vida, da morte e do universo (Efésios 1.20-21).
Toda autoridade foi dada a Jesus (Mateus 28.18). Mais cheio de graça do que o rei da Babilônia, ele promete o fim do nosso exílio na terra, um lar em seu reino e a ressurreição dos mortos. Jesus promete elevar e fortalecer pessoas abatidas, enfraquecidas e humilhadas como nós. E ele até substituirá nossas vestes de prisioneiro por mantos de justiça e nos assentará com ele à sua mesa (Efésios 2.6).
Veja por si mesmo
Que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que salva. E que você veja Jesus como o Rei que nos salva da morte, somente pela graça.

