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Devocional

Colossenses 3.18-4.6

A nova família de Jesus

Em Colossenses 3.18-4.6 vemos que o casamento, a infância, a criação dos filhos e o trabalho existem (em parte) para retratar publicamente as boas novas de Jesus.

O que está acontecendo?

O apóstolo Paulo acabou de dizer aos colossenses que eles receberam nova vida de Jesus (Colossenses 3.9-10). Estão cheios do poder de Deus e libertos dos poderes e das motivações que antes os controlavam (Colossenses 2.8-9). Mas essa liberdade não mudou as suas situações sociais, conjugais e institucionais. Esses cristãos continuam casados, ainda têm filhos, e alguns são até escravos e senhores de escravos. Paulo, porém, lhes diz que esses relacionamentos domésticos são oportunidades para demonstrar o poder transformador de Jesus ao mundo romano em que viviam.

As esposas não devem usar a sua liberdade em Jesus como desculpa para abandonar, rejeitar ou se rebelar contra os seus atuais maridos, mas para permanecer leais a eles (Colossenses 3.18). Os maridos não devem usar livremente as suas esposas para satisfazer os próprios desejos, mas amá-las e considerar os desejos delas como mais importantes do que os seus próprios (Colossenses 3.19). Os filhos não devem usar a sua liberdade em Jesus como desculpa para desobedecer aos pais, mas para obedecer a eles com mais prontidão (Colossenses 3.20). Os pais devem imitar o seu Pai celestial e usar a sua autoridade para encorajar os filhos (Colossenses 3.21). E os escravos, que poderiam exigir a sua liberdade por causa de Jesus, devem em vez disso obedecer aos seus senhores — não para agradar a eles, mas para agradar ao Deus que faz dos escravos herdeiros do seu reino (Colossenses 3.22-24). Deus não mostra favoritismo nem a escravos nem a senhores. Portanto, os senhores de escravos devem lembrar que têm o mesmo Senhor que aqueles que empregam (Colossenses 4.1). Não são superiores aos seus escravos, e serão julgados se não tratarem aqueles que empregam com equidade e justiça (Colossenses 3.25). 

Paulo quer que os lares dos colossenses sejam retratos públicos do Evangelho. Mas Paulo sabe que viver como Jesus no casamento, como filhos e no serviço aos outros será difícil. Isso exigirá oração e gratidão (Colossenses 4.2). São essas as lições que Paulo aprendeu na prisão, e que ele mesmo ainda precisa seguir (Colossenses 4.3-4). Todos eles precisam de oração para suportar circunstâncias difíceis. E todos devem permanecer esperançosos e gratos porque Deus age por meio de famílias e lares para demonstrar o poder de Jesus e a sua capacidade de libertar o mundo (Colossenses 4.5-6).

Onde está o Evangelho?

Os relacionamentos mais significativos da nossa vida oferecem algumas das maiores oportunidades de demonstrar o amor e o poder de Jesus ao mundo. Quando as esposas expressam lealdade a maridos que se sacrificam por elas, juntos se tornam um retrato vivo da Igreja e do amor de Jesus, que entregou a si mesmo até a morte (Efésios 5.24-25). Quando os filhos obedecem aos pais, refletem a obediência de Jesus ao seu Pai (João 5.19). Quando os pais ensinam os filhos com paciência, mostram a paciência de Deus a um mundo desobediente (Romanos 2.4). Aqueles que servem aos outros encarnarão o serviço sacrificial de Jesus que nos salva (Filipenses 2.7-8). E empregadores piedosos refletem a maneira como Deus usa a sua autoridade para fazer justiça. O casamento, a infância, a criação dos filhos e o trabalho existem (em parte) para retratar publicamente as boas novas de Jesus.

Mas esses relacionamentos não são apenas demonstrações do poder e do amor de Jesus; são maneiras de participar deles. Ao amarmos aqueles com quem nos relacionamos, damos e recebemos o amor de Deus (Mateus 25.40). Casamentos, famílias e trabalho são lugares sagrados onde nos encontramos face a face com Jesus. Em diferentes momentos, a Passagem bíblica descreve Jesus como marido, filho, pai, irmão, escravo e senhor. Jesus até se descreve como uma mãe, uma galinha que quer proteger os seus pintinhos (Lucas 13.34). Casamentos, famílias e ambientes de trabalho são algumas das expressões mais vívidas do amor de Deus que experimentaremos. Quando nos sacrificamos, amamos, servimos, obedecemos e permanecemos leais àqueles com quem nos relacionamos, fazemos essas coisas para Jesus. Quando outros as fazem por nós, estamos sendo amados por Jesus. 

Em outra passagem, Paulo descreve o povo da Igreja de Deus como o corpo de Jesus (1 Coríntios 12.27). E, até que Jesus volte, a maneira pela qual um mundo que observa verá e experimentará o corpo de Jesus sacrificado em favor dele é quando maridos, esposas, pais, filhos e trabalhadores se amam e se honram uns aos outros.

Veja você mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que nos dá liberdade e vida. E que você veja Jesus como aquele que usa os nossos relacionamentos mais significativos para demonstrar o seu amor e o seu poder ao mundo.

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