O que está acontecendo?
Deus quer que Judá se torne o centro de uma comunidade global de pessoas que vivem em paz umas com as outras e adoram o verdadeiro Deus da história e do mundo. Entretanto, o exército assírio ameaça destruir Judá. O rei de Judá está desesperado por ajuda, e a nação do Egito está ansiosa por oferecê-la. Quando Isaías proferiu esta profecia, o Egito já havia financiado muitas rebeliões antiassírias e prometido ajuda militar a qualquer rei disposto a se juntar à luta contra o império crescente. Mas Isaías diz ao rei de Judá que aceitar a ajuda egípcia é loucura. O Egito não tem nada que Deus já não tenha prometido dar a Judá. Além disso, o Egito tem um histórico de descumprir suas promessas. Assim, em uma série de três oráculos proféticos, Isaías tenta convencer Judá a permanecer fiel ao seu chamado e a confiar em Deus, resistindo a uma aliança com o Egito.
Em seu primeiro oráculo, Isaías incentiva Judá a confiar em Deus ao expor a impotência do Egito diante do Deus de Israel. Todas as divindades do Egito tremem de medo diante de Deus (Isaías 19.1). Como resultado, os egípcios que adoram esses deuses também se enchem de medo. Em sua angústia, eles se atacam e se destroem mutuamente, o que os torna um alvo mais fácil para a Assíria conquistar (Isaías 19.2-4). Historicamente, o rio Nilo tem sido a fonte da riqueza e do poder do Egito, mas Isaías profetiza que Deus secará o Nilo e, com ele, a economia egípcia (Isaías 19.5-11). De modo semelhante, os filósofos, astrólogos e videntes do Egito eram famosos no mundo inteiro. Mas todos eles se mostrarão tolos e de visão curta quando não conseguirem prever a queda do Egito (Isaías 19.12-15). Isaías adverte Judá de que tudo aquilo de que o Egito se orgulha — sua religião, seu rio e sua sabedoria — está a ponto de cair. Em vez de aceitar a ajuda do Egito, eles devem confiar no Deus de Israel.
Em seu segundo oráculo, Isaías diz que Judá não deve se submeter ao poder do Egito, porque um dia, em breve, o Egito se submeterá a Judá. Em breve, Judá infundirá medo no coração dos soldados egípcios, e Deus os conquistará (Isaías 19.16-17). Cinco cidades egípcias chegarão a adotar a língua do povo de Deus como idioma oficial de sua nação (Isaías 19.18). No coração do politeísmo egípcio, sacrifícios serão oferecidos ao Deus de Israel. Sempre que os egípcios forem oprimidos, clamarão ao Deus de Israel, e ele os tratará como seu próprio povo e os livrará (Isaías 19.19-22). Naquele dia, em vez de se prepararem para a guerra, os inimigos serão reconciliados. Judá, Egito e até a Assíria construirão juntos uma estrada, e juntas as três nações serão chamadas povo de Deus e trarão bênção à terra (Isaías 19.23-25). Se Judá confiar em Deus, o mundo inteiro estará em paz; por isso, devem entregar o futuro da nação nas mãos de Deus e recusar a ajuda egípcia em sua luta contra a Assíria.
O último oráculo de Isaías é dado pouco depois de o Egito trair um de seus aliados, permitindo que a Assíria conquistasse a cidade de Asdode. Em resposta, Isaías tira suas roupas e sandálias e anda praticamente nu por três anos (Isaías 20.1-2). É um retrato do que acontecerá ao Egito por sua traição. Em breve, a Assíria conquistará o Egito, despojará seus cidadãos e os levará ao exílio. A aplicação para Judá é clara: o único caminho para Judá se tornar uma comunidade global de paz e de amor a Deus é confiar em Deus para a sobrevivência da nação, rejeitando a ajuda egípcia (Isaías 20.4-6).
Onde está o Evangelho?
Deus quer que Judá se torne o centro de uma comunidade global de pessoas que vivem em paz umas com as outras e adoram o verdadeiro Deus da história e do mundo. Confiar em qualquer outro aliado se mostrará insensato e fatal para esses propósitos. Judá precisa confiar em seu Deus para que a nação sobreviva e se torne a nação que Deus quer que ela seja. No fim, Judá não ouviu Isaías e abandonou a fé em seu Deus. Entretanto, Deus permaneceu fiel aos seus planos para o seu povo, enviando Jesus para trazer paz ao mundo, exatamente como Isaías profetizou.
Jesus confiou em Deus como Judá e seus reis deveriam ter confiado. E, em sua fidelidade a Deus, Jesus começa a reunir uma comunidade internacional de inimigos reconciliados. Durante sua vida, judeus que viviam em conflito, como Simão, o zelote da Judeia, e Mateus, simpatizante de Roma, deixaram de lado suas diferenças e se tornaram colíderes no novo reino de Jesus (Marcos 3.13-19). E muitos dos primeiros seguidores de Jesus formavam uma multidão diversa de samaritanos, centuriões romanos e judeus. Por séculos, cada um desses povos havia estado em conflito com os outros, mas em Jesus esses conflitos foram deixados de lado, e um novo reino internacional começou a tomar forma (João 4; Mateus 8.5-13). Ameaçados pela alegação de Jesus de ser rei e por seu número crescente de seguidores, os líderes de Israel sacrificaram Jesus para salvar a própria pele (João 11.50). Mas Jesus ressuscitou dos mortos. Os poderes de Roma e de Israel foram desconcertados, o reino internacional de Deus recebeu soberania eterna, e pessoas de todo o mundo começaram a fazer parte dele (Atos 2.24).
Agora, se você clamar ao Rei Jesus por ajuda, ele o livrará e o tomará como seu. Você será convidado a entrar em uma comunidade global de pessoas a quem Deus trouxe paz por meio da sua cruz (Efésios 2.14). Não seja como o rei de Judá. Não há paz nem liberdade duradouras fora do Deus de Israel. Confiar nos deuses do mundo é insensato e fatal. Em vez disso, confie em Jesus, e ele o salvará.
Veja você mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus que é digno da sua confiança. E que você veja Jesus como o rei fiel que governa um reino de paz, no qual todos são bem-vindos pela fé.

