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Devocional

Oseias 2-3

O resgate de uma prostituta

Em Oseias 2-3, vemos que Jesus pagou na cruz o preço supremo pela nossa prostituição.

O que está acontecendo?

Oseias se casou com uma mulher adúltera, Gômer. É um alerta e uma advertência para Israel. Israel precisa despertar para a realidade de sua prostituição religiosa — ou corre o risco de que Deus não a chame mais de sua esposa (Oseias 2.2-3).

Israel é chamada de infiel porque atribuiu a um falso deus chamado Baal a provisão de boas colheitas e boa saúde que vinha de Deus (Oseias 2.8). Ela é como uma esposa que beija outro homem por causa de flores compradas pelo marido. Israel até subverteu observâncias como o sábado para demonstrar seu amor por Baal (Oseias 2.11). Por isso, Deus diz que punirá Israel (Oseias 2.13a). Ele os tirará da sua terra e do templo, o lugar da sua presença. Israel não poderá mais se aproximar de Deus, porque Deus os deixará.

Mas, pela segunda vez em Oseias, Deus estende esperança à sua noiva adúltera. Ele diz que atrairá seu povo de volta para si (Oseias 2.14). Deus falará com ternura ao seu povo, para que o amem novamente. Assim como um casal pode reviver a lua de mel e renovar seus votos, Deus restaurará a relação no deserto — o mesmo lugar para onde levou Israel depois de resgatá-la do faraó (Oseias 2.15). Israel voltará a chamar Deus de seu marido e nunca mais confundirá a provisão dele com a de Baal (Oseias 2.16). Deus renovará seus votos matrimoniais com ela, a trará de volta para casa e viverá com ela para sempre em paz e amor (Oseias 2.19).

Esse perdão e essa reconciliação são então encenados por Oseias e sua esposa adúltera (Oseias 3.1). Gômer voltou aos seus caminhos de promiscuidade, então Oseias a encontra, paga o preço do resgate ao seu novo captor e a liberta novamente (Oseias 3.2). Oseias então explica a Gômer que eles não terão intimidade sexual por um tempo (Oseias 3.3). É outro retrato vivo da relação entre Israel e Deus. É um símbolo profético da distância espiritual pela qual Israel deve passar enquanto estiver sem seu templo e sem acesso a Deus. O casamento de Oseias mostra a Israel que Deus a está levando ao deserto, onde haverá um tempo de espera, mas também um tempo vindouro de renovação.

Onde está o Evangelho?

O adultério de Israel persistiu até os dias de Jesus. Assim como o público de Oseias, Jesus falou aos líderes religiosos que subvertiam observâncias como o sábado, transformando-as em cultos para outros amantes. Eles não estavam servindo ao falso deus Baal, mas obedeciam a Deus por amor à observância em si (Marcos 2.27). Amavam o ritual, mas não o Deus que o ordenou.

E Jesus pronunciou juízos semelhantes sobre o templo de Israel por causa desse adultério espiritual, assim como Oseias fez. Jesus disse que o templo seria destruído (Mateus 24.2). Como Oseias, Jesus até oferece um retrato vivo dessa destruição ao derrubar mesas e expulsar os cambistas de dentro dos muros do templo (Mateus 21.12).

Mas Jesus também é o bom marido que Oseias prefigurou e prometeu. Nos dias de Jesus, multidões acorriam ao deserto para encontrar o noivo prometido (Mateus 3.1). Ele ensinou que o templo não seria mais o lugar onde as pessoas viriam para encontrar Deus (João 4.21). Em vez disso, encontraríamos Deus em Jesus. Ele seria nosso novo templo (João 2.21). Ao longo de sua vida, Jesus atraiu para si os necessitados como Gômer (Lucas 7.37). E em sua morte ele falou conosco com mais ternura do que qualquer outro amante poderia (João 15.13). Ao custo de sua vida, Jesus resgatou sua noiva de seus falsos amantes e captores (Mateus 20.28).

E em sua ressurreição, temos acesso a Deus mesmo no deserto. Não há mais distância espiritual nem tempo de peregrinação. Por meio de seu Espírito, Jesus vem habitar em nós (João 14.23). Ele nos faz seu templo, transformando nosso deserto de espera no lugar de renovação.

Veja por si mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus que anseia por intimidade conosco. E para que você veja Jesus como aquele que nos atrai para si pelo preço de redenção de seu corpo na cruz.

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