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Devocional

Oseias 8-10

Montanhas, cubram-nos!

Em Oseias 8-10, vemos que Jesus repetiu a promessa de Oseias sobre o juízo vindouro em seu caminho para a cruz. Mas a boa notícia é que Jesus carregou o castigo que merecíamos, aquele que nos esmagaria como montanhas.

O que está acontecendo?

Neste ponto das profecias de Oseias contra Israel, chegamos ao coração do seu adultério espiritual. A infidelidade de Israel a Deus era política.

Isso porque Israel estabeleceu reis e príncipes que Deus não designou (Oseias 8.4). O povo busca segurança nos exércitos do Egito (Oseias 10.13). Pensa que uma aliança custosa com a Assíria o salvará de se tornar o próximo alvo dela. Israel está comprometendo sua lealdade exclusiva a Deus para se beneficiar de governos poderosos (Oseias 8.9). E parece funcionar. Israel vive um crescimento econômico que o povo atribui à sua própria astúcia política. Eles pensam que os deuses falsos dos seus aliados políticos estão lhes dando lavouras abundantes e ventres férteis (Oseias 10.1). Mas Deus diz que o desastre está pairando sobre Israel como uma ave de rapina (Oseias 8.1). A realidade é que Deus tem sido cheio de graça, apesar da desobediência do povo; ao contrário deles, ele é fiel à sua aliança.

Israel não consegue ver o problema. O povo insiste que manteve intacto o seu relacionamento com Deus (Oseias 8.2). Eles continuam guardando todas as festas e sacrifícios que Deus ordenou na lei. Mas a verdade é que Israel apenas mantém a aliança de casamento de Deus no dedo enquanto dorme com outros homens (Oseias 9.1). O povo misturou de tal forma a política com sua adoração a Deus que não consegue ver quão escandalosas são as suas ações. Eles depuseram Deus como seu rei, mas mantiveram a aparência de obediência religiosa para aliviar a consciência.

Como Israel rompeu de modo tão grave o seu casamento com Deus, Deus removerá as bênçãos de lavouras abundantes e ventres férteis que Israel vinha atribuindo aos deuses falsos dos seus aliados políticos (Oseias 9.11). Os governos em que o povo confiou serão a sua ruína (Oseias 9.6). As potências estrangeiras que eles pensavam que salvariam Israel serão as forças que Deus usará para arrastá-los ao exílio (Oseias 9.3). E, pior ainda, Deus não aceitará mais os seus sacrifícios (Oseias 9.4). O único lugar a que poderiam recorrer por socorro lhes será tirado (Oseias 10.2). E, em desespero suicida, Israel pedirá que as montanhas o esmaguem (Oseias 10.8).

Onde está o evangelho?

Israel ainda tinha esse problema nos dias de Jesus. Alguns, como os saduceus, ganhavam poder político ao se enredarem com Roma. Outros, como os zelotes, reuniam grandes multidões de seguidores ao prometer golpes violentos contra os romanos em nome de Deus. Um desses insurgentes se chamava Barrabás (Lucas 23.18-19). As multidões, no julgamento de Jesus, escolheram soltá-lo em vez de Jesus. Escolheram um líder político em vez do seu Deus (Lucas 23.25). Escolheram um poder terreno para salvá-los, e entregaram Jesus à cruz.

Não é de admirar que Jesus cite as palavras de Oseias a um grupo de mulheres que se lamentavam enquanto ele se aproxima da cruz (Lucas 23.27-28). A mesma destruição que Oseias profetizou está vindo sobre elas (Lucas 23.30). De fato, toda civilização está sob a mesma ameaça. Todos no mundo confiam na força política dos seus líderes, partidos e exércitos mais do que em Deus — e, por isso, logo chegarão ao fim.

Mas a boa notícia é que Jesus anunciou esse castigo a caminho de carregá-lo por nós. Jesus foi condenado a morrer na cruz enquanto o insurgente e assassino foi solto. Essa também pode ser a sua história. Quando confiamos em nosso Rei supremo, Jesus, e nos recusamos a colocar nossa confiança em governantes terrenos e líderes políticos, até insurgentes como nós podem ser libertados.

Veja por si mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver Deus como o rei que exige a sua lealdade. E que você veja Jesus como o rei que morreu para comprar nossa lealdade por seu amor e autossacrifício.

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