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Devocional

Isaías 7.1-9.7

Deus conosco

Em Isaías 7.1-9.7, vemos que Jesus é Deus conosco, que traz luz à nossa escuridão e paz aos nossos conflitos.

O que está acontecendo?

Israel, no norte, aliou-se à Síria e está conspirando para derrubar Judá, no sul (Isaías 7.1-2). Recentemente, esses exércitos aliados massacraram cerca de 120 mil soldados de Judá e capturaram mais de 200 mil mulheres e crianças, deixando Acaz, o rei de Judá, mal conseguindo manter a capital (2 Crônicas 28.1-8). Desesperado, Acaz inicia uma correspondência com a Assíria, esperando poder resgatar Judá de Israel e da Síria. Mas o profeta Isaías confronta Acaz por esse plano. Isaías chega a levar consigo o seu filho, profeticamente chamado Um Remanescente Voltará, como sinal de que Deus protegerá um remanescente em Judá da Síria e de Israel. Em vez de se aliar à Assíria, Acaz deveria confiar em Deus (Isaías 7.3-4, 7-9). Isaías chega a dizer a Acaz que peça a Deus um sinal para provar que Deus derrotará os seus inimigos (Isaías 7.10-11). No entanto, Acaz já decidiu se aliar à Assíria. Ingenuamente, Acaz diz que jamais pensaria em testar Deus dessa forma. Mas Isaías vê através da sua falsa piedade e lhe dá um sinal mesmo assim (Isaías 7.12-13). Isaías diz que uma jovem terá um filho chamado Deus Conosco (ou Emanuel). Deus promete que os inimigos de Acaz serão destruídos antes que aquele menino se torne homem (Isaías 7.14-16). Mas, se Judá continuar a se aliar à Assíria, a Assíria trairá Acaz, invadirá Judá e a deixará desolada (Isaías 7.17-25). Pouco depois de Deus dar a Acaz o sinal de um filho chamado Emanuel, Isaías e a sua esposa têm um filho, a quem dão o nome de “Rapidamente Saqueado” (Isaías 8.1-3). Assim como no caso de Emanuel, Deus promete que, antes que o filho de Isaías se torne homem, os inimigos de Acaz serão destruídos. Deus também adverte que, se Judá se recusar a confiar em Deus para a sua proteção e, em vez disso, correr para a Assíria, a Assíria trairá Judá e saqueará a sua terra (Isaías 8.5-8). 

No entanto, Isaías também chama a terra saqueada de Judá de “Terra de Emanuel” e profetiza que todo exército estrangeiro que saquear Judá será, por fim, destruído, porque Deus está com o seu povo (Isaías 8.9-10). Refletindo sobre tudo isso, Isaías implora a Judá que confie no Deus que controla a sua história. Judá deveria confiar no Deus que conhece o seu futuro, em vez de basear as suas decisões no medo e correr para a Assíria (Isaías 8.12-15). Pessoalmente, os filhos de Isaías, Rapidamente Saqueado e Um Remanescente Voltará, lhe dão esperança de que, embora Judá pudesse ser devastada, Deus estaria com eles (Isaías 8.16-18). Ainda que a situação de Judá pareça sombria, Isaías promete que a luz logo raiará sobre o povo de Deus, que o peso da opressão será quebrado, e que cada bota de combate manchada de sangue será queimada e esquecida (Isaías 9.1-5). A opressão e a escuridão de Judá não terminarão em uma grande batalha nem em uma demonstração de força, mas em fraqueza e no nascimento de uma criança (Isaías 9.6). Ele se assentará no trono de Judá, e todos reconhecerão que essa criança é mais que um rei: é Deus mesmo estabelecendo o seu reino eterno na terra (Isaías 9.7). Embora a situação de Judá seja sombria, Isaías sabe que ela terminará no nascimento de uma criança, e no reinado glorioso de Deus.

Onde está o Evangelho?

Por fim, a criança que Isaías profetizou nasceu. Ele não foi concebido naturalmente por uma jovem, mas milagrosamente por uma virgem chamada Maria. Como fez com Isaías, Deus também deu a essa criança um nome profético, e Maria o chama de “Deus Salva”, ou Jesus. No entanto, Jesus era mais que outra criança com nome simbólico; Jesus era Deus mesmo, Emanuel encarnado. Ele era a criança para quem os filhos de Isaías apontavam, e a luz que ele sabia que raiaria (João 1.5). O seu nascimento anunciou que Deus tinha vindo quebrar os pesados fardos do seu povo, dar fim à sua opressão e trazer paz ao povo de Deus (Lucas 4.16-21).

O nosso mundo é tão conturbado quanto o de Judá. Como Acaz, podemos ser tentados a substituir a confiança em Deus por astutas alianças políticas e ideológicas. É fácil acreditar que, para sobreviver, precisamos combater fogo com fogo e responder a poder com poder. Contudo, Deus prometeu que uma criança fraca conduzirá o povo de Deus à vitória. Mesmo quando Jesus era adulto, a sua maior vitória foi conquistada por meio da fraqueza (2 Coríntios 13.4). Jesus se deixou morrer, mas saqueou a sepultura e rapidamente ressuscitou dela três dias depois. Jesus agora está assentado em um trono. Todos os governos agora prestam contas a ele, e pessoas de todo o mundo chamam Jesus de Rei, Deus Poderoso e Príncipe da Paz. Não precisamos temer os poderes aliados contra nós, porque Deus está conosco. Ele protegerá o seu remanescente, e rapidamente saqueou os nossos inimigos. 

Veja você mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que nos deu uma criança. E que você veja Jesus como aquele que nasceu para acabar com a nossa escuridão e nos trazer paz. 

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