O que está acontecendo?
Os reis de Judá estão impedindo o povo de Deus de experimentar o seu reino de justiça e paz. Por isso, em uma coleção de quatro profecias, Jeremias condena o último rei de Judá, Zedequias, e os parentes que governaram antes dele. Ele promete que Deus levantará um novo líder para o seu povo.
Sob o cerco da Babilônia, Zedequias pede a Jeremias que ore pela proteção de Deus (Jeremias 21.1-2). Mas, por décadas, Zedequias e sua família abusaram do poder, praticaram injustiça, abandonaram órfãos, negligenciaram os pobres, rejeitaram as leis de Deus, cometeram violência contra estrangeiros e sacrificaram seus filhos para garantir o apoio de deuses e reis estrangeiros (Jeremias 21.11-14). Jeremias é direto: Deus não protegerá Zedequias. A perda do seu reino é culpa de sua família (Jeremias 22.1-7). E, embora a família real rejeite a crítica de Jeremias, todas as nações sabem que ela é verdadeira (Jeremias 22.8-10). Jeremias diz a Zedequias que ele não deve esperar compaixão de Deus, mas derrota catastrófica e exílio (Jeremias 21.3-7). E, se os cidadãos quiserem escapar desse juízo, sua única esperança é abandonar Zedequias e se render à Babilônia (Jeremias 21.8-10).
Jeremias então descreve como a realeza de Judá está corrompida há muito tempo e detalha como morreram todos os antecessores injustos de Zedequias. Um dos irmãos de Zedequias foi um rei ganancioso. Ele escravizou o seu povo e, como seu irmão, se recusou a defender os pobres e necessitados (Jeremias 22.11-17). E, por sua ganância e opressão, Deus o depôs e o exilou para o Egito depois de apenas três meses de reinado (2 Crônicas 36.2-4). Outro irmão de Zedequias fez uma série de alianças militares fracassadas. Depois de um golpe, foi exilado para uma prisão babilônica por traição (2 Reis 24.1-2). O sobrinho perverso de Zedequias também governou por apenas três meses antes de se render voluntariamente à Babilônia, para nunca mais pisar em Judá (Jeremias 22.24-30; 2 Reis 24.8-17). A árvore genealógica de Zedequias está cheia de reis injustos que se rebelaram contra Deus. Cada um deles foi julgado por seu papel em dispersar o povo de Deus como ovelhas entre os lobos da terra (Jeremias 22.18-23.3). Mas, falando a seus concidadãos, Jeremias diz que Deus tem planos de reunir novamente o seu povo disperso e restaurar o seu reino sob o reinado de um novo e bom rei da antiga linhagem de Davi. Ao contrário de Zedequias e sua família, ele reinará com sabedoria; será chamado “O Senhor da Justiça” e inaugurará uma nova era de paz e liberdade para o povo de Deus em sua própria terra (Jeremias 23.3-8).
Onde está o Evangelho?
Em hebraico, o título “Senhor da Justiça” soa muito parecido com “Zedequias”. Mas Zedequias e sua família eram governantes insensatos e líderes perversos. Ainda que todos fossem filhos de Davi e parte da dinastia escolhida por Deus, Jeremias e sua geração teriam que esperar por outro filho da linhagem real escolhida. O filho de Davi que governaria com sabedoria e conduziria o seu povo disperso à segurança é Jesus. Jesus é o verdadeiro Senhor da Justiça, o verdadeiro Zedequias.
Quando Jesus anunciou pela primeira vez que o seu reino havia chegado, disse que tinha vindo fazer justiça aos pobres, aos presos, aos cegos e aos oprimidos (Lucas 4.18-19). Ele veio compartilhar o seu governo não com os poderosos, mas com os famintos, os perseguidos e os humildes (Mateus 5.3-10). Jesus veio buscar as ovelhas perdidas que Zedequias e sua família dispersaram (Mateus 15.24). E, para comprovar isso, Jesus fez valer o seu reino de justiça, paz e liberdade sarando os doentes, curando os endemoninhados e ressuscitando os mortos (Mateus 15.30). Jesus é o verdadeiro Rei do povo de Deus e o “Senhor da Justiça” que Jeremias profetizou. Por isso, Jesus convida todos nós a nos rendermos a ele. Não há justiça verdadeira nos reis deste mundo, mas há nele.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que dá um rei ao seu povo. E que você veja Jesus como o Rei da Justiça que reina para sempre.


