O que está acontecendo?
Deus diz a Jeremias que visite vários lugares ao redor de Jerusalém e profetize a destruição iminente de Judá por causa das maneiras como abandonaram o Deus que os criou. Primeiro, Jeremias vai às portas de Jerusalém, adverte seus habitantes a obedecerem às leis de Deus a respeito do Sábado e os chama a descansar no dia apropriado (Jeremias 17.19-22). Até Deus descansou depois de criar o mundo. E Jeremias lembra a Jerusalém que Deus disciplinou seus antepassados por não seguirem o desígnio de seu Criador, e fará isso novamente se esta geração persistir em sua inquietação (Jeremias 17.27). Mas Jeremias também diz que, se o povo de Judá se comprometer novamente com as leis de Deus, descansando uma vez por semana, Deus fará de Jerusalém uma cidade próspera que nunca será destruída (Jeremias 17.23-27).
Jeremias então visita uma olaria e recebe uma mensagem profética enquanto observa o ceramista trabalhando. Enquanto o oleiro gira o barro em sua roda, o vaso que ele está fazendo precisa ser reformado. O oleiro destrói o vaso e retrabalha o barro para formar um novo (Jeremias 18.1-4). Deus diz a Jeremias que Judá é como o barro, e que ele é como um oleiro. Assim como o oleiro pode destruir, reformar, refazer e começar de novo com sua criação, também ele pode fazer com seu povo (Jeremias 18.5-9). Se, em qualquer momento, seu povo se desviar de suas intenções para eles, ele simplesmente começará de novo. Então Deus implora ao seu povo que reforme seus caminhos e evite o desastre. Mas, mais uma vez, Judá se recusa a obedecer aos desígnios de seu Criador (Jeremias 18.11-12).
Em praça pública, Jeremias lamenta a rebelião de Judá contra seu Criador e o papel das autoridades religiosas em incentivá-la. Afinal, nada na natureza desobedece ao seu Criador. A neve nas montanhas não derrete quando está frio. Os rios não param de correr espontaneamente (Jeremias 18.13-14). Mas o povo que Deus fez e amou rejeitou tanto a ele quanto as suas intenções para eles. Por isso Jeremias diz a Judá que pode esperar uma rápida descriação por sua rebelião contra seu Criador (Jeremias 18.15-17). Quando as autoridades religiosas ouvem essa crítica à sua liderança, elas retaliam e tentam desacreditar e assassinar Jeremias (Jeremias 18.18). Então Jeremias ora para que Deus o proteja e leve à justiça aqueles que conspiram contra ele (Jeremias 18.19-23).
Deus então diz a Jeremias que compre um jarro de vinho e leve os líderes religiosos de Jerusalém ao santuário de sacrifício de crianças, logo fora da cidade, no vale de Hinom (Jeremias 19.1-6; 7.31). Ao chegarem, Jeremias denuncia a idolatria que os líderes permitiram prosperar e as crianças que permitiram morrer sob sua liderança. Talvez enquanto derrama o vinho, Jeremias anuncia que um exército descerá sobre o vale onde eles estão e o encherá com o sangue da liderança culpada de Judá (Jeremias 19.7-9). Jeremias então quebra o jarro no chão. Ele diz que, assim como seu jarro se quebrou sem possibilidade de reparo, Judá nunca se recuperará do desastre que Deus trará em resposta à depravação e à idolatria de seu povo (Jeremias 19.10-15).
Onde está o Evangelho?
Judá está em rebelião contra seu Criador e Formador. Mas o propósito das profecias de Jeremias não é simplesmente anunciar a destruição inevitável dos rebeldes e ir embora. As profecias de Jeremias são dadas na esperança de que Judá e sua liderança se arrependam de seu mal e recebam a misericórdia de Deus. Jeremias profetiza uma possível restauração futura do povo de Deus, apesar de sua rebelião (Jeremias 17.23-27). E Deus dirige Jeremias a um oleiro que não joga fora seu pedaço de barro, mas o retrabalha (Jeremias 18.5-9). Deus não quer destruir suas criações quando elas falham, mas, como um oleiro paciente, ele deseja reformar, remodelar e retrabalhar seu povo, transformando-o em algo muito mais glorioso (2 Pedro 3.9).
No fim, esse retrabalhar, reformar e remodelar não foi realizado por meio da vida e das profecias de Jeremias, mas quando Deus se tornou barro. Deus assumiu a forma dos humanos que se rebelaram contra seu Criador, mas viveu em obediência ao desígnio criador de Deus. No corpo de Jesus, Deus nos mostrou que ele assume a forma de humanos rebeldes e a modela em uma nova criação alinhada aos desígnios de seu Criador (2 Coríntios 5.17). E, como todos os humanos, Jesus morreu. Mas até a morte de Jesus profetizou o futuro glorioso que Deus está formando para suas criaturas. Jesus ressuscitou dos mortos, provando que o fim do povo de Deus não é a morte e a descriação, mas a vida eterna da ressurreição, destinada a viver no poder criador de Deus.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que é nosso Criador. E que você veja Jesus, que nos faz novas criações.


