O que está acontecendo?
Tiago adverte os líderes responsáveis por ensinar outras pessoas que eles são avaliados por um padrão mais elevado (Tiago 3.1). A maioria das pessoas luta para controlar o que diz, mas a autoridade de um mestre vem de suas palavras. Os mestres devem priorizar o controle de sua língua (Tiago 3.2). Se não fizerem isso, o desastre não estará longe. Tiago ilustra essa advertência com vários exemplos breves.
Cavalos, navios e incêndios florestais são todos direcionados em seu curso por objetos proporcionalmente pequenos. Da mesma forma, a língua de um mestre dirige a vida de comunidades inteiras. Como o freio para o cavalo ou o timão para o navio, suas palavras podem guiar as pessoas para o bem. Mas Tiago adverte que, embora a língua seja uma parte pequena e escondida do corpo, ela tem todo o potencial destrutivo de uma faísca em capim seco (Tiago 3.3-6). Uma vez acesa, não pode ser domada. E, ainda que os seres humanos tenham domado todo tipo de animal, ave e réptil, a língua continua sendo uma fera indomável (Tiago 3.7-8). Embora pequena, a língua descontrolada de um mestre causa devastação naqueles que estão sob seus cuidados.
Tiago também adverte os mestres de que sua língua pode ser um mal antinatural. Como mestres, provavelmente ensinarão que Deus é o bom e supremo Criador. Mas, com essa mesma boca, é igualmente provável que maldigam e humilhem as pessoas que Deus criou. Isso não deveria ser assim, e é antinatural que seja (Tiago 3.9-10). Figueiras produzem figos, e oliveiras, azeitonas. Das fontes salgadas flui água salgada, e as fontes de água doce dão água doce (Tiago 3.11-12). Mas a língua tende a ser diferente de tudo o que se encontra na natureza. Ela produz tanto louvores quanto maldições. Os mestres devem se esforçar muito para controlar sua língua. Devem alinhar sua boca com o restante da Criação de Deus. E, ao fazer isso, abençoarão e encorajarão consistentemente aqueles que estão sob seus cuidados.
Onde está o Evangelho?
Quando a língua de um mestre se descontrola, ela deixa vidas arruinadas no rastro de suas palavras. Antes, em sua carta, Tiago enfatizou que a língua deve ser mantida sob controle, porque só uma boca vigiada impedirá que os mestres arruínem a si mesmos e aos outros (Tiago 1.26).
Mas Tiago é bastante pessimista quanto à capacidade humana de controlar a língua. Isso significa que somente Deus pode conter o poder ardente da língua. Jesus pediu a Deus que fizesse isso por seus discípulos. Jesus queria que a Palavra da verdade de Deus transformasse a língua deles (João 17.17). E Deus respondeu à oração de Jesus. Cinquenta dias depois de Jesus morrer, seu Espírito Santo veio em línguas de fogo e repousou sobre seus seguidores, transformando e domando o que nenhuma pessoa jamais pôde domar (Atos 1.14; 2.4). As línguas dos seguidores de Jesus foram recriadas, e eles ensinaram boas-novas. Isso iniciou um incêndio de bênção e encorajamento para aqueles que estavam sob seus cuidados (Atos 2.6-7).
Desde aquele dia, a língua indomável não é páreo para o poder domador de Jesus. O Espírito Santo é capaz de dominar nossa língua, para que possamos abençoar os outros de forma cada vez mais constante. Obviamente, podemos falhar nisso. Mas Judas (irmão de Tiago e de Jesus) escreveu que Deus é capaz de nos guardar de falhar e nos apresentar diante dele sem culpa (Judas 24-25). Jesus não nos deixará cair no mal inquieto e antinatural de que nossa língua é capaz. Onde a língua é imprudente e inconstante, Jesus é firme e verdadeiro. Ele sempre conduz seu povo na direção certa. Ele freia até a mais rebelde das línguas, dominando-a para abençoar Deus e espalhar bênção às comunidades.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus que doma a língua. E que você veja Jesus como aquele que envia seu Espírito para enchê-lo de palavras de bênção para aqueles que estão sob seus cuidados.


