O que está acontecendo?
Tiago adverte os culpados de calúnia e de riquezas obtidas de forma antiética que Deus está vindo tanto para julgá-los por seu orgulho quanto para vindicar aqueles a quem prejudicaram.
Tiago diz àqueles que são rápidos em caluniar o próximo que eles não estão apenas sendo grosseiros: estão tentando roubar uma autoridade que não é deles (Tiago 4.11). As leis de Deus proíbem a mentira. Aqueles que difamam alguém intencionalmente estão, na verdade, dizendo que Deus não é o verdadeiro Legislador — eles são (Tiago 4.12). Mas Deus é o único Juiz que tem autoridade para salvar e destruir reputações.
E, ao contrário de Deus, não sabemos o que acontecerá amanhã. Nossas vidas e nossas perspectivas são curtíssimas (Tiago 4.13-14). O universo não responde à nossa vontade, mas somente à de Deus (Tiago 4.15). Deus quer que sejamos humildes quanto ao nosso futuro, assim como somos humildes diante das leis de Deus. Qualquer outra coisa é arrogância (Tiago 4.16). E Deus não deixará de julgar e humilhar a nossa presunção e o nosso orgulho (Tiago 4.17).
Tiago então diz aos ricos antiéticos que o julgamento de Deus sobre o orgulho deles está próximo (Tiago 5.1). A riqueza deles servirá de alimento para as traças, e o ouro deles se corroerá (Tiago 5.2-3). Aqueles que eles defraudaram clamaram a Deus, e o Deus que comanda os exércitos do céu ouviu as suas súplicas e está pronto para responder (Tiago 5.4). O desprezo insensível deles pelos pobres imita a presunção, a cobiça e o orgulho que julgaram e mataram Jesus (Tiago 5.6). Deus está pronto para julgá-los pela maldade deles (Tiago 5.5).
Tanto os caluniadores quanto os ricos antiéticos prejudicam os pobres e os marginalizados. Mas Tiago diz que, em vez de fazerem justiça com as próprias mãos, os pobres devem ser pacientes como o agricultor que espera pela colheita. Devem suportar com paciência a maldade dos outros e aguardar a justiça de Deus (Tiago 5.7-8). Ou, como Jó, os pobres devem perseverar na esperança de que o seu Deus compassivo e misericordioso lhes devolverá tudo o que perderam (Tiago 5.11; Jó 42.12).
Onde está o Evangelho?
O julgamento de Deus é assustador, mas Deus é um juiz compassivo. Ele ouve o clamor dos defraudados e devolve aos humildes tudo o que perderam nas mãos dos orgulhosos. Se é esse o tipo de juiz que Deus é, podemos orar a ele (Tiago 5.13-14). Não apenas para que Deus aja em nosso favor, mas também em favor dos outros. Podemos orar pelos doentes, na esperança de que Deus os cure (Tiago 5.14). Podemos orar para que Deus julgue a maldade e traga justiça final às nossas perdas. Porque Deus é compassivo, o último livro da bíblia promete que Jesus vem em breve para derrotar toda maldade (Apocalipse 19.11).
Mas Jesus não vem apenas para julgar e destruir, mas também para salvar (Tiago 2.12). Se somos culpados, ainda podemos pedir que ele perdoe os nossos pecados (Tiago 5.15). Sim, Jesus traz justiça contra os orgulhosos. Mas ele também é um juiz compassivo, disposto a perdoar os culpados do mesmo orgulho, da mesma calúnia e da mesma riqueza antiética que o mataram (Tiago 5.19-20). Não existe ninguém tão perdido que ele não esteja disposto a perdoar. Se você confessar o seu orgulho e orar a Jesus, Deus o julgará. Mas o julgará como humilde. E você pode ter certeza de que todo o julgamento que teria sido seu foi cancelado para sempre.
Veja você mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que é um Juiz compassivo. E que você veja Jesus como aquele que ouve as nossas orações tanto por justiça quanto por perdão.


