O que está acontecendo?
Depois de uma série de vitórias militares, Davi comete um erro grave (1 Crônicas 21:1–2). Ele ordena um censo do exército de Israel, mas não paga o imposto da Expiação exigido por Deus. Esse imposto não era uma taxa aleatória — consagrava as tropas de Israel como o exército de Deus, separadas para os propósitos de Deus (Êxodo 30:11-16). Sem o imposto, Davi estava reivindicando as tropas de Deus para si mesmo, prontas para servir aos seus propósitos não consagrados em vez dos de Deus.
Há muito tempo, Deus alertou os líderes de Israel que, se o imposto do censo fosse negligenciado, uma praga cairia sobre o povo não consagrado (Êxodo 30:12). E é exatamente isso que acontece com as tropas de Davi. Deus envia julgamento para impedir a ascensão de um exército que causaria estragos pela glória de Davi, em vez da paz de Deus. O número do censo é superior a um milhão, mostrando que o poder militar de Davi superava sua obediência a Deus (1 Crônicas 21:5). Seu tesouro deveria ter limitado suas tropas, já que cada homem exigia meio Siclo ou Quilo de Expiação Mas, em vez disso, a ambição de Davi superou sua adoração.
Quando Deus oferece a Davi três opções de julgamento — fome, derrota ou peste — Davi escolhe a peste, jogando a si mesmo e a Israel nas mãos de Deus porque confia que Deus será misericordioso (1 Crônicas 21:9-13). Sua escolha se mostra sábia. Setenta mil homens morrem, mas então Deus perdoa. Antes mesmo de Davi orar, Deus evita mais desastres e pára o anjo em um chão de trevas próximo (1 Crônicas 21:15). Ver a misericórdia de Deus dá a Davi coragem para se arrepender.
Quando Davi vê o anjo, ele dá um passo à frente, reconhecendo seu pecado e implorando a Deus que poupe o povo (1 Crônicas 21:16-17). Deus ordena que ele construa um altar no mesmo local onde a misericórdia já havia aparecido (1 Crônicas 21:18). Davi se recusa a aceitar a terra gratuitamente, pagando o preço total pelo chão de deburra e pelos animais, de modo que sua oferta lhe custará algo (1 Crônicas 21:22–24). Quando ele oferece sacrifício, Deus confirma a misericórdia que já concedeu enviando fogo do céu para consumi-lo (1 Crônicas 21:25–26). O anjo encainha sua espada, a praga termina e Davi declara que esse piso de fenda será o local do templo de Deus — o local de encontro permanente da misericórdia e do sacrifício (1 Crônicas 22:1).
Onde está o Evangelho?
O anjo da morte aparece apenas duas vezes na Passagem bíblica: na Páscoa e aqui (Êxodo 12:23). Em ambos os casos, a oferta é um ato prescrito por Deus que traz seu povo à misericórdia que ele já havia fornecido. Na Páscoa, o sangue do cordeiro marcou Israel como participante da libertação de Deus do Egito — uma libertação que ele havia prometido o tempo todo (Êxodo 3:8-10). No altar de Davi, o sacrifício marcou Israel como participante da misericórdia que Deus já havia mostrado ao deter a praga (1 Crônicas 21:15).
Na cruz esse padrão chega à sua plenitude. A humanidade, como Davi, usou o povo de Deus e o mundo para seus próprios propósitos não consagrados, causando violência e caos. Mas Jesus nos compra para si mesmo. Sua vida é o verdadeiro preço da expiação, o resgate que nos consagra para o reino de Deus (Mateus 20:28). Essa misericórdia foi a própria iniciativa de Deus para com seu povo antes mesmo que ele se arrependesse. O apóstolo Paulo diz que Deus mostrou o Seu amor por nós quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8). Na cruz de Jesus, a praga do nosso pecado foi levada à morte. Agora somos comprados e consagrados como o próprio povo de Deus para os santos propósitos de Deus (Efésios 2:10). Onde o exército não pago de Davi trouxe a praga, o povo comprado de Jesus traz a paz (2 Coríntios 5:17-20). Não espalhamos mais violência desenfreada a serviço de nossos próprios reinos — espalhamos a santidade, a justiça e a paz de seu reino.Assim
como o chão de trevela se tornou o local do templo de Deus, a cruz de Jesus é o lugar onde a misericórdia e o sacrifício se encontram para sempre. Pela oferta de Jesus, somos consagrados como seu povo, separados para servir aos seus propósitos e libertados da praga da morte.
Veja por si
mesmoOro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus cuja misericórdia sempre vem em primeiro lugar. E que você veja Jesus como aquele que paga o preço da expiação para consagrá-lo ao reino dele, transformando sua vida de espalhar estragos para espalhar a paz dele.

