O que está acontecendo?
Décadas de infidelidade e idolatria levaram o povo de Deus cada vez mais perto da morte. A impureza e a corrupção de toda essa morte tornaram o templo em Judá uma habitação inadequada para o Deus da vida. Até suas orações eram inadequadas para os ouvidos de Deus. Mas o próximo rei de Judá, Ezequias, reforma as práticas espirituais de Judá na esperança de que seu afastamento e separação de Deus tenham fim (2 Crônicas 29.10). Seu primeiro ato como rei é reabrir e reparar o templo que seu pai havia deixado abandonado (2 Crônicas 29.3-4). Ele reúne todo sacerdote autorizado que consegue encontrar e lhes diz que purifiquem a si mesmos e o templo, para preparar uma habitação adequada para que Deus esteja entre eles (2 Crônicas 29.5-14).
A lei de Deus descreve como os líderes de Deus e o templo de Deus devem ser purificados na expectativa da presença de Deus (Êxodo 29.1-45, 30.22-30, 40.1-33). A lei mostrava como transformar lugares de morte em lugares de vida. O sangue de um animal sacrificial cobria a morte com vida. Assim, por mais de duas semanas, os líderes de Ezequias seguem a lei à risca e purificam cada centímetro do templo de Deus (2 Crônicas 29.15-19). Concluída essa tarefa, Ezequias convoca os líderes de Deus para purificar o povo de Judá, que havia abandonado Deus e suas leis, com a vida de centenas de animais sacrificiais (2 Crônicas 29.20-24). Com esses rituais concluídos, o relacionamento de Judá com Deus é formalmente restaurado, e o povo de Judá celebra o fim de seu afastamento de Deus. Eles trazem tantas ofertas que não há líderes suficientes para prepará-las todas (2 Crônicas 29.31-36).
Logo após esse avivamento em Jerusalém, Ezequias se torna o primeiro rei desde a guerra civil a unir as tribos divididas de Judá e de Israel. Ele convida todo o povo de Deus a ir a Jerusalém para celebrar a festa da Páscoa (2 Crônicas 30.1-5). Ele implora ao povo de Deus, recém-unido, que se lembre de como Deus os salvou de seus opressores e prometeu restaurar tudo o que haviam perdido quando voltassem a ele (2 Crônicas 30.6-9). Em resposta, pessoas tanto de Judá como de Israel enchem Jerusalém para celebrar a Páscoa. Por duas semanas, celebram a libertação e o perdão de Deus, e seu relacionamento restaurado com ele. E, como prova desse relacionamento restaurado, Deus ouve novamente suas orações (2 Crônicas 30.27).
De volta a Jerusalém, Ezequias faz planos para garantir que esse avivamento nacional continue. Ele designa líderes para oferecer sacrifícios continuamente no templo. Ele doa de sua própria riqueza para garantir que o templo continue funcionando, e institui um sistema de impostos para o templo que tanto Judá como Israel adotam de boa vontade (2 Crônicas 31.2-5). Tanto alimento e tanto gado são doados que Ezequias é obrigado a nomear doze administradores e sete contadores para registrar o que foi entregue (2 Crônicas 31.6-15). Por fim, Ezequias registra os nomes de cada sacerdote em Israel, e provê um salário para aqueles habilitados a trabalhar no templo (2 Crônicas 31.16-19). E, como resultado de sua fidelidade, todo o povo de Deus prospera (2 Crônicas 31.20-21).
Onde está o Evangelho?
No livro de Crônicas, é somente sob o rei Ezequias que alguém ou algo é descrito como sendo purificado com sangue. Deus está comprometido em cobrir toda a nossa morte com vida. Muito mais do que Ezequias, Deus não poupa esforços para nos purificar da morte. Esse compromisso é visto na Páscoa que Ezequias reinstituiu. Houve um tempo em que Israel estava escravizado e separado de Deus no Egito — uma terra de morte. Mas, por meio do sangue de um cordeiro, Deus cobriu Israel e lhes trouxe vida. E agora, Deus não demonstrou compromisso maior em cobrir nossa morte com vida e purificar um lugar para habitar entre nós do que demonstrou em Jesus. Ezequias e o povo de Israel podem ter esvaziado seus currais de gado e seus depósitos de alimento. Mas Deus esvaziou o céu de seu Filho amado (Romanos 8.32). Ezequias e seu povo podem ter dado generosamente seus recursos para cobrir sua morte. Mas Jesus deu abundantemente a própria vida para nos purificar e nos levar a Deus.
Não importa quão distante de Deus você se sinta, não importa quão cheios de morte sejam seu passado e seu presente, Jesus purifica perfeitamente (1 João 1.9). Por meio do sacrifício de Jesus, nosso afastamento e separação de Deus chegaram ao fim (1 Pedro 3.18). Como resultado da fidelidade de nosso rei definitivo, Jesus, Deus habita conosco, ouve nossas orações e nos chama de seu povo para sempre.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus que purifica seu povo. E que você veja Jesus como aquele que deu seu sangue para que possamos ser reconciliados com Deus para sempre.

