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Devocional

2 Crônicas 19.4-20.37

Vitória pela fé

Em 2 Crônicas 19.4-20.37, vemos que, como Josafá, Jesus escolheu confiar em Deus, orar e cantar em vez de forjar alianças mundanas, e Deus o ressuscitou dos mortos.

O que está acontecendo?

O rei Josafá assume o trono de Judá e usa seu reinado para organizar um sistema de justiça que orienta o povo de Deus a amar e obedecer às leis de Deus (2 Crônicas 19.4-7). Por todo o Judá, ele nomeia juízes para mediar as causas judiciais de acordo com as diretrizes que Deus havia escrito. E, dentro da capital, Josafá estabelece um sistema judicial semelhante. Membros da tribo sacerdotal e chefes de clãs são designados para administrar a justiça conforme os mandamentos de Deus. Por fim, Josafá nomeia dois juízes supremos para julgar os casos mais difíceis (2 Crônicas 19.8-11). De modo geral, Josafá faz ainda mais do que Davi ou Salomão para criar um sistema de justiça que orienta o povo de Deus a amar e obedecer às leis de Deus.

Imediatamente, a lealdade de Josafá à orientação de Deus é testada quando chega a notícia de que uma coalizão de três exércitos, a apenas dois dias de marcha, veio atacar Jerusalém (2 Crônicas 20.1-2). Alarmado, Josafá convoca um jejum em toda a nação e ora pedindo a orientação de Deus (2 Crônicas 20.3-4). Ele lembra a Deus as vitórias que ele concedeu a Josué quando o povo de Deus ocupou pela primeira vez sua terra natal, e como ele prometeu salvar o seu povo sempre que clamassem por socorro (2 Crônicas 20.5-9). Josafá admite que não sabe o que fazer, a não ser orar e esperar pelo socorro de Deus (2 Crônicas 20.10-13). 

Imediatamente, um dos líderes do templo se levanta e canta uma mensagem de Deus (2 Crônicas 20.14). Deus diz a Judá que eles não precisam ter medo. Nem precisarão lutar na batalha que se aproxima, porque Deus estará com eles e lutará em seu favor (2 Crônicas 20.15-17). Assim, na manhã seguinte, Josafá convoca seu exército, e eles marcham para a linha de batalha armados apenas com um cântico sobre o amor de Deus, que dura para sempre (2 Crônicas 20.20-21). Enquanto eles cantam, Deus prepara uma emboscada. Os exércitos invasores se voltam uns contra os outros e deixam atrás de si apenas um campo de cadáveres (2 Crônicas 20.22-24). Israel saqueia o acampamento inimigo e dá ao campo de batalha o nome de “o Vale do Louvor”. Por fim, Josafá volta ao templo, onde Deus lhe falou por meio de um cântico, e adora a Deus (2 Crônicas 20.25-28).

O restante do reinado de Josafá transcorre em paz, até que ele se une ao rei rebelde de Israel para construir uma frota de navios mercantes (2 Crônicas 20.29-30, 35-36). Um profeta repreende Josafá por se aliar a uma nação perversa, e Deus destrói a frota de navios (2 Crônicas 20.37). É um alerta para nunca se unir ao mal quando Deus está disposto a dar ao seu povo tudo de que precisa.

Onde está o Evangelho?

A frota mercante afundada de Josafá não é sua primeira parceria condenada ao fracasso com Acabe. Ele já perdeu uma guerra ao lado dele. E, de forma agourenta, também arranjou um casamento entre seu filho e a filha de Acabe. Cada uma dessas parcerias termina em desastre. Mas, cada vez que Josafá clama a Deus, ele é milagrosamente resgatado. Seu reinado nos ensina que o reino de Deus não é salvo por meio de alianças de poder, mas simplesmente por meio de confiança, oração e cânticos. 

Deus nos enviou outro Rei, Jesus, para provar esse mesmo ponto. Jesus era o filho real de Josafá. E, como Josafá, ele foi tentado a garantir o reino de Deus por meio de uma parceria com Satanás (Mateus 4.1-11; João 12.31). Mas, em vez de se unir a um governante perverso para proteger o reino de Deus, Jesus escolheu confiar em Deus, orar e cantar. Deus lhe disse que somente a sua morte salvaria o seu povo de seus maiores inimigos. Então, confiando nele, ele marchou para a morte certa numa cruz. Ele cantou cânticos com seus discípulos na noite em que foi traído. Ele orou no jardim do Getsêmani pedindo força para obedecer à vontade de Deus. E, mesmo enquanto morria em agonia na cruz, Jesus orou o livro de Salmos (Salmo 22.1). Assim como fez por Josafá, Deus respondeu à oração de Jesus e honrou sua confiança. Deus ressuscitou Jesus dos mortos, concluindo o salmo que ele havia começado (Salmo 22.22-25).

Isso significa que você e eu podemos confiar, orar e cantar na esperança da vitória eterna. Não há nada que possa nos separar da vitória conquistada por Jesus. Mas também significa que até sepulturas podem se tornar vales de louvor. Mesmo quando perdemos nossas batalhas, podemos cantar, porque Jesus venceu a guerra.  

Veja por si mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que resgata o seu povo. E que você veja Jesus como aquele que obedece, ora e canta para nos salvar.

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