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Devocional

Marcos 11.1—12.44

Entrada, figueira e templo

Em Marcos 11—12, vemos que Jesus é o rei que vem se sacrificar por aqueles de nós que merecem ser amaldiçoados.

O que está acontecendo?

Parece que o reino finalmente pode estar chegando. Jesus entra em Jerusalém sobre um jumentinho no qual ninguém jamais havia montado. As multidões se reúnem e gritam “Hosana!”, que significa: “Salva-nos, nós te pedimos!”. Estendem suas capas diante dele em profundo respeito. Estão aclamando Jesus como Rei e Messias (Zacarias 9.9; 2 Reis 9.13).

No dia seguinte, Jesus visita o templo e para junto de uma figueira ao entrar e ao sair (Marcos 11.13). A figueira não tem nenhum fruto. A falta de frutos havia sido, por muito tempo, uma metáfora no Antigo Testamento para a incredulidade e a desobediência de Israel, especialmente entre os seus líderes (Jeremias 8.13; Oseias 9.16).

Jesus entra no templo e começa a expulsar os comerciantes e os cambistas (Marcos 11.15). O templo deveria ser uma casa de oração, onde Israel buscava a Deus. Mas os líderes religiosos deixaram de confiar em Deus para confiar no seu próprio lucro. Quando Jesus sai, a figueira que ele havia amaldiçoado antes está seca e morta (Marcos 11.20). Assim como no Antigo Testamento, trata-se de uma metáfora. Os líderes de Israel são infrutíferos, corruptos, e estão prestes a ser julgados.

Os líderes religiosos estão furiosos com Jesus. Eles bombardeiam Jesus com perguntas e exigem saber por que ele crê ter autoridade para fazer tudo isso (Marcos 11.28). Jesus não responde diretamente, mas lhes faz uma pergunta sobre a identidade do Messias, a partir do Salmo 110 (Marcos 12.37). Os religiosos não conseguem responder, porque a resposta à pergunta de Jesus comprovaria a sua autoridade.

Onde está o Evangelho?

Diferentemente dos líderes que exploravam o povo e vendiam sacrifícios por lucro, Jesus é o sacerdote superior, que se entrega gratuitamente como o caminho de volta a Deus (Isaías 55.1). Ao derrubar as mesas no templo, ele estava declarando que todo o sistema de compra e venda de sacrifícios estava chegando ao fim. Em seu lugar, Jesus mesmo se tornaria o verdadeiro templo — o lugar onde Deus e a humanidade se encontram. É por isso que, na sua morte, o grande véu do templo se rasgou em dois (Marcos 15.38). Por meio de Jesus, a presença de Deus não está mais trancada, mas aberta e disponível a todos.

Jesus também tem autoridade para fazer isso porque ele não é apenas um filho de Davi, mas o próprio Filho de Deus (Marcos 11.10). Foi por isso que ele citou o Salmo 110: Davi chama o Messias de “Senhor”, um título que nenhum filho terreno mereceria, a menos que esse filho fosse também divino.

Jesus é o verdadeiro Rei de Israel, ao mesmo tempo herdeiro de Davi e Filho de Deus. E, com essa autoridade, ele julga a corrupção, derruba a religião infrutífera, e acolhe no reino de Deus todo aquele que invocar o seu nome.

Veja por si mesmo

Que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que derruba a religião infrutífera e torna a sua presença livremente acessível. E que você veja Jesus como o verdadeiro Rei e o Templo vivo que nos introduz no reino de Deus.

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