O que está acontecendo?
Este salmo devia ser lido pelo povo de Israel antes de seu rei e seus homens entrarem em batalha.
Na véspera da batalha, Israel pede a Deus que traga o seu auxílio divino ao confronto que se aproxima (Salmo 20.2). Eles suplicam uma resposta favorável de Deus apresentando obedientemente ofertas e sacrifícios (Salmo 20.3).
Israel espera gritar de alegria quando Deus os salvar do ataque iminente. Eles planejam celebrar sua vitória hasteando a bandeira de Israel sobre o território recém-conquistado (Salmo 20.5).
Para Israel, essas vitórias não são apenas políticas, são teológicas. Desde a criação de Adão, o plano de Deus tem sido que o seu povo tenha domínio sobre toda a terra (Gênesis 1.28) e seja uma bênção para todas as nações (Gênesis 17.6). Quando Deus e o seu povo governam toda a terra, há paz para todos os povos e o banimento de todo o mal. Salmos como este lembram a Deus as suas promessas que abrangem o mundo inteiro e o chamam a ungir um rei para cumpri-las (Salmo 20.6).
Israel sabe que Deus construirá o seu reino por meio do seu rei e do seu poder. No fim, não são as armas deles, mas o seu Deus que lhes dá a vitória (Salmo 20.7).
Onde está o Evangelho?
Por um período, a presença e o poder de Deus se expressaram por meio da força militar. Mas a maior batalha que Deus venceria — e os avanços mais significativos do reino de Deus — não viriam de armas de guerra (João 18.36). A vitória viria, como diz este salmo, quando Deus enviasse auxílio do seu santuário (Salmo 20.2).
E esse auxílio não é a guerra, mas o seu Filho Jesus. Jesus não traria a salvação vencendo os seus inimigos com armas ou violência. Em vez disso, permitiu que os seus inimigos o vencessem na cruz. Isso não foi em vão; foi parte da sua estratégia para derrotar não apenas os governantes perversos, mas a causa dos governantes perversos (o pecado) e a ameaça dos reis maus (a morte).
A verdadeira batalha pelo Reino de Deus não era contra um inimigo de carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal (Efésios 6.12). Assim, quando Jesus morreu na cruz, ele absorveu o golpe mais violento que líderes pecadores podem infligir: a morte. Mas Deus salvou o seu ungido, exatamente como este salmo previu (Salmo 20.6a). Jesus venceu os inimigos do seu povo e agora assumiu o seu trono.
É tentador confiar no poder militar, na força política e em assembleias legislativas para nos proteger, mas aqueles que confiam no Senhor sempre se levantarão, mesmo dentre os mortos (Salmo 20.7-8). Não existe força política ou espiritual que tenha batalhado contra o Rei de Deus e vencido. Portanto, ouça o Evangelho: Jesus está no trono! E ele promete lutar por qualquer pessoa disposta a clamar a ele e pedir a vitória.
Veja por si mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que concede vitória ao seu povo. E que você veja Jesus, que estabelece o seu reino por meio do amor sacrificial, e não de cavalos e carros de guerra.

