O que está acontecendo?
Israel está no caos. Tanto os levitas quanto as 12 tribos se rebelaram, resultando em 250 mortos diante do tabernáculo e 14.700 mortos no acampamento.
O povo está começando a sentir a realidade do que significa viver perto do Deus único, verdadeiro e santo, como pecadores. Ouça o clamor coletivo deles registrado em 17.13: “Todo o que se aproximar do tabernáculo do Senhor morrerá. Será que morreremos todos?”
Para que Deus continuasse a habitar entre o seu povo, seria necessário haver uma barreira entre o povo com o seu pecado e Deus com a sua santidade. Era para isso que existiam os líderes.
Deus confirma publicamente Arão, seus filhos e sua tribo de levitas como o único grupo de representantes que ele havia escolhido para trabalhar ao redor e dentro do tabernáculo da sua presença (17.5). Ele faz isso ao levar milagrosamente a vara de Arão a brotar flores, enquanto as varas dos outros 12 líderes das tribos permaneceram sem vida (17.8).
Deus está reafirmando o seu compromisso com os levitas, algo que seria muito necessário depois de tanta rebelião e morte.
Outra coisa que seria necessária depois de toda essa morte era uma maneira de limpar o acampamento de todos os cadáveres. Mas eles não podiam tocar os cadáveres sem se tornarem impuros (19.11).
Então Deus providencia uma solução. Uma novilha vermelha era levada para fora da cidade e sacrificada como oferta pelo pecado (19.2). As cinzas dessa novilha eram misturadas com água para criar uma solução purificadora. Essa mistura podia ser aspergida sobre as pessoas e suas casas para purificá-las depois de terem entrado em contato com a morte (19.12).
Onde está o Evangelho?
Deus escolheu Arão como seu mediador. A prova estava no brotar de um botão em uma vara sem vida. Mas Deus, por fim, escolheu Jesus como o mediador final. E a prova foi o brotar de seu corpo do sepulcro sem vida (Atos 17.31).
Agora temos uma resposta completa e definitiva à pergunta que Israel fez nessa passagem. Todo o que se aproxima de Deus morre. Será que morreremos todos? A resposta agora é um enfático “Não!” a todos e a qualquer pessoa que deposite sua confiança no que Jesus fez por ela na cruz (Hb 4.16).
Assim como a mistura de água e cinzas da novilha, o Novo Testamento nos diz que, quando cremos em Jesus, somos aspergidos com o sangue da nossa oferta final pelo pecado — Cristo mesmo (Hb 10.22).
Isso não apenas remove a impureza da morte, como fazia a novilha; remove a própria morte. Aqueles que foram aspergidos com essa nova e melhor solução serão ressuscitados como Cristo foi ressuscitado (Rm 8.11). Eles brotarão em ressurreição do sepulcro, assim como Jesus. Eles vencerão a morte por causa do Evangelho.
Veja você mesmo
Oro para que o Espírito Santo lhe dê olhos para ver o Deus que designa mediadores para agir em nosso favor, e que você veja Jesus como o mediador final e eterno que nos permite viver para sempre na presença de Deus sem medo da morte.

