O que está acontecendo?
Seguindo a orientação e a sabedoria de Deus, Salomão acaba de construir o templo de Deus em Jerusalém. Agora, ele se prepara para levar a arca, o centro da orientação de Deus, para o templo recém-construído. Salomão reúne em Jerusalém todos os seus chefes de Estado e os governantes de Israel (2 Crônicas 5.2-3). Quando chegam, começam imediatamente a oferecer sacrifícios enquanto os líderes de Deus levam a arca para o templo (2 Crônicas 5.4-6). Eles colocam no templo a arca, que contém as cópias originais da orientação legal de Deus dada a Moisés, e começam a cantar (2 Crônicas 5.7-12). Cantam que Deus é bom e que o seu amor dura para sempre. E enquanto as palavras ainda estão em seus lábios, Deus desce como uma nuvem e repousa em sua nova casa (2 Crônicas 5.13-14). Deus também desceu como nuvem no tabernáculo de Moisés, na fundação de Israel (2 Crônicas 6.1-2; Êxodo 40.34-35). O fato de isso estar acontecendo novamente significa que Deus está com Israel no momento em que entram em uma nova era decisiva de sua história.
Então Salomão se levanta, agradece a Deus por tudo o que ele fez por Israel e pede a sua misericórdia. Ele agradece a Deus pela promessa de que a sua família reinaria para sempre, pela escolha de Jerusalém como sua capital e deste templo como sua casa (2 Crônicas 6.1-6). Ele também agradece a Deus por ter recebido a honra de construir o templo, de governar o povo de Deus e de colocar as leis e a arca de Deus no centro de Israel (2 Crônicas 6.7-11, 14-17). Salomão sobe em uma plataforma de bronze, se ajoelha diante de todo o Israel e admite que Israel, a sua família e o seu templo são todos destinatários inadequados da presença de Deus (2 Crônicas 6.12-13). Ele sabe que eles não conseguirão obedecer a todas as leis de Deus. Por isso, pede que o templo de Deus seja um lugar de misericórdia e perdão para o qual Israel possa olhar, não importa a sua desobediência (2 Crônicas 6.18-21).
Salomão então dá sete exemplos diferentes de orações que ele quer que Deus responda a partir do seu templo. A maioria pede que Deus perdoe Israel quando eles inevitavelmente quebrarem os seus mandamentos e forem punidos por seus pecados (2 Crônicas 6.24-31, 36-39). Outras orações pedem que o templo seja um lugar onde o oprimido, o falsamente acusado e o estrangeiro possam encontrar alívio e justiça (2 Crônicas 6.22-23, 32-35). Não importa quais sejam as necessidades ou as falhas do povo de Deus, Salomão quer que este templo seja o lugar onde Deus sempre encontra e perdoa o seu povo. Deus responde à oração de Salomão enviando fogo do céu para consumir todos os sacrifícios de Israel. É a maneira de Deus dizer que será misericordioso. Em resposta, o povo de Israel passa sete dias oferecendo milhares de sacrifícios e cantando que Deus está disposto a perdoar e a mostrar misericórdia — para sempre (2 Crônicas 7.1-11).
Depois das festividades, Deus fala com Salomão em particular. Ele diz que sabe que Israel será infiel aos seus mandamentos e que acabará por puni-los com o exílio e o cativeiro. Mas promete que, se Israel orar voltado para o templo, ele sempre perdoará e restaurará tudo o que eles perderem (2 Crônicas 7.11-16). Por fim, Deus adverte Salomão que, se ele ou qualquer um de seus filhos deixar de obedecer às suas leis, Israel será totalmente destruído (2 Crônicas 7.17-22).
Onde está o Evangelho?
A inauguração do templo é o ponto mais alto da história de Israel. Israel está em paz com todas as nações do mundo. O filho prometido por Deus está no trono. E Deus tem uma casa permanente entre o seu povo. Mas esse ponto alto é anticlimático. Termina com uma severa advertência a Salomão que esfria o clima. E tanto Deus como Salomão preveem a futura desobediência catastrófica de Israel, que levará Jerusalém e o templo a serem reduzidos a cinzas (2 Crônicas 36.15-19).
Mas os leitores primitivos de Crônicas já tinham voltado do exílio. Na Babilônia, seus antepassados oraram voltados para o templo destruído e pediram que Deus os perdoasse (Daniel 9.1-3). E ele perdoou. Os leitores primitivos voltaram à sua terra, reconstruíram o templo de Deus e agora governam em Israel como Salomão (Esdras 3.7-13). Eles são a prova viva de que o seu amor e o seu perdão duram para sempre.
Deus ainda responde às orações do seu povo. E ele ainda está pronto para amar e perdoar qualquer pessoa que tenha quebrado as suas leis, desobedecido aos seus mandamentos ou que se sinta exilada de Deus. Quando Deus desceu como nuvem e como fogo, ele estava dizendo a Salomão que sempre estaria com o seu povo e sempre o perdoaria. E Deus nos mostrou que ainda está disposto a estar conosco e a nos perdoar ao descer do céu e se tornar humano em Jesus. Em vez de sacrificar milhares de animais para garantir o perdão do seu povo, ele sacrificou a si mesmo, em Jesus. Jesus foi exilado até a morte para que, não importa quão desobedientes tenhamos sido aos seus mandamentos ou às suas leis, saibamos que não resta nenhum julgamento para nós — apenas misericórdia e perdão. Assim como Deus encontrava aqueles que olhavam para o templo, Deus sempre encontra com perdão e amor eterno aqueles que olham para Jesus.
Veja você mesmo
Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus cujo amor nunca termina. E que você veja Jesus como o seu Rei, que tornou possível que o seu povo seja perdoado para sempre.

