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Devocional

Ezequiel 17

A convocação da Babilônia

Em Ezequiel 17, vemos que Deus substituiu a família real corrompida de Israel e levantou um novo rei para o seu povo. Esse rei se chama Jesus.

O que está acontecendo?

Quando Israel se tornou uma nação pela primeira vez, Deus fez uma aliança com eles. Deus prometeu preservar a sua nação e protegê-la de invasões inimigas, desde que Israel continuasse a confiar nele e a adorá-lo. Mas Deus também advertiu que Israel poderia quebrar esse tratado ao confiar em exércitos e deuses estrangeiros. Se fizessem isso, a aliança afirma que Deus removeria temporariamente Israel de sua terra, a purificaria de todo mal e idolatria e, depois de um tempo, traria de volta o seu povo (Deuteronômio 30.1-10). Israel quebrou esse tratado. Muitos dos líderes e nobres de Israel já foram deportados para a Babilônia, a superpotência em ascensão (2 Reis 24.1-15). Por isso, numa série de parábolas proféticas, Ezequiel adverte os líderes de Israel de que, se continuarem a confiar em outros deuses e reis, Deus convocará a Babilônia para destruir o que restou de Israel.

Na primeira parábola de Ezequiel, uma grande águia arranca o ramo mais alto de um cedro e o replanta numa terra distante (Ezequiel 17.1-4). Isso simboliza como Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou embora os cidadãos mais proeminentes de Israel em sua primeira invasão (Ezequiel 17.12). Essa mesma águia então retorna a Israel e planta com cuidado várias mudas de volta em Israel, onde elas começam a crescer (Ezequiel 17.5-6). Isso se refere a Nabucodonosor substituindo o rei anterior de Israel por um homem chamado Zedequias (2 Crônicas 36.11-14; Ezequiel 17.13-14). Mas uma segunda águia pousa por perto, e as mudas começam a estender suas raízes para ela, em vez de se enraizarem onde a primeira águia as colocou (Ezequiel 17.7-8). Isso se refere a como Zedequias tentou um golpe com a ajuda do Egito, em vez de confiar no domínio da Babilônia (Ezequiel 17.15). Zedequias deveria ter confiado que, em última instância, foi Deus quem os plantou de volta em Israel, como a aliança havia prometido. A tentativa de golpe de Israel não é apenas um crime contra a Babilônia, mas prova da recusa de Israel em se submeter a Deus e aos seus planos. Por Zedequias não ter confiado que Deus havia escolhido a Babilônia para protegê-los, Ezequiel diz que a Babilônia invadirá novamente, que o golpe de Zedequias será esmagado, e que ele morrerá numa prisão babilônica (Ezequiel 17.16-21).

Na segunda parábola de Ezequiel, ele descreve como Deus será fiel à sua aliança com Israel depois da segunda invasão da Babilônia. Nela, Deus é um jardineiro. Deus se aproxima de uma árvore alta, corta um ramo e o planta pessoalmente nos montes de Israel. Esse ramo então cresce e se torna um cedro poderoso e, logo, aves de todo o mundo virão e habitarão à sua sombra (Ezequiel 17.22-24). A parábola do cedro representa a fidelidade de Deus à sua aliança e a preservação da linhagem real de Israel. É a promessa de que, pelo poder de Deus, um novo rei fiel brotará em Israel, e que todas as nações acorrerão a ele, confiando nele para proteção e provisão (Ezequiel 17.23-24).

Onde está o Evangelho?

Israel e seus reis deveriam confiar em Deus para a preservação e a proteção da nação. Mas, em vez disso, Zedequias confiou no Egito. E, exatamente como Ezequiel profetizou, a Babilônia invadiu Israel, destruiu sua capital e deportou a maior parte do seu povo (2 Crônicas 36.15-23; Ezequiel 33). Mas, apesar da falta de confiança de Israel, Ezequiel também profetizou que Deus não era, em última instância, um destruidor, mas um jardineiro. Ele replantaria a família real de Israel e pessoalmente levantaria um novo rei para o seu povo. Esse rei se chama Jesus.

Deus tomou Jesus das próprias alturas do céu e o plantou no solo humilde do exílio do seu povo na terra (João 1.1,14; Hebreus 2.9). E assim como Zedequias deveria aceitar o domínio da Babilônia sobre Israel, Jesus se submeteu às autoridades romanas que Deus havia colocado sobre o seu povo. Ele confiou em Deus mesmo quando essas autoridades vieram matá-lo (Mateus 26.50-56). E Jesus confiou que a mão de Deus estava por trás das mãos que o crucificaram. 

Assim como Deus prometeu, ele plantou um novo rei fiel em Israel. Como as sementes na parábola de Ezequiel, ele foi sepultado e, como toda semente, ressurgiu da terra para reinar sobre o povo de Deus para sempre (Mateus 28.1-10). Como Ezequiel, Jesus ensinou que o seu reino cresceria como uma árvore enorme e que as nações do mundo poderiam encontrar descanso na sombra protetora que ele oferece (Mateus 13.31-32). E a ressurreição de Jesus prova que ele estava certo! Jesus é o cedro poderoso a quem o mundo inteiro pode acorrer para ter um lar sob os seus ramos e proteção contra os seus inimigos (João 12.32-33; Atos 2.36,39). Você não precisa procurar em nenhum outro lugar a sua proteção e provisão (Filipenses 4.19). Jesus é o rei poderoso que provê e protege aqueles que confiam nele (Efésios 2.4-7).

Veja por si mesmo

Oro para que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que é digno da sua confiança. E que você veja Jesus como o rei escolhido por Deus, que protege o seu povo e provê para ele. 

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