O que está acontecendo?
Deus havia prometido descendentes de Abrão tão incontáveis quanto as estrelas, uma grande nação que abençoaria o mundo inteiro (15:5). Abrão e Sarai, porém, eram velhos, e Sarai era estéril (11:30). Era impossível para eles cumprirem a promessa de Deus por conta própria.
Portanto, Deus apareceu a Abrão em uma visão e vinculou sua palavra em uma aliança. No mundo antigo, as alianças eram seladas por meio do sacrifício. Os animais eram cortados ao meio e as partes que faziam a Aliança passavam entre elas, declarando que a aliança estava agora selada em sangue (15:10). Mas, quando a noite caiu, Abrão observou como somente Deus passou pelo sacrifício em uma panela de fogo fumegante e uma tocha flamejante (15:17).
Isso não foi porque Abrão não tinha um papel a desempenhar. Ele foi chamado a confiar e obedecer. Mas a promessa da Aliança de Deus era que Abraão e Sara teriam um filho. Isso era algo que eles nunca poderiam realizar por conta própria. Somente Deus poderia trazer a vida para a linhagem familiar moribunda deles. Ao caminhar sozinho, Deus prometeu que ele mesmo proporcionaria a vida que eles não conseguiram.
No entanto, Abrão e Sarai ainda lutavam para esperar. Em vez de confiar na promessa da Aliança de Deus, eles tentaram fazer uma delas. Sarai deu sua serva Hagar a Abrão, e ela concebeu (16:2–4). Seguiu-se um conflito e Hagar fugiu. Mas, mesmo ali, Deus veio até ela, prometendo abençoar seu filho. Ismael não seria o filho da promessa, mas Deus ainda era fiel. Mesmo quando Abrão desobedeceu, Deus manteve sua palavra — o filho de Agar também se tornaria uma grande nação (16:10–12).
Onde está o Evangelho?
Essa Aliança nos aponta para Jesus. Assim como Abraão e Sara não conseguiram trazer vida à sua linhagem familiar moribunda, também não podemos trazer vida aos nossos corações mortos. Somos impotentes para cumprir a Aliança por conta própria. Mas, em Jesus, o próprio Deus nos traz vida. Ele sela a aliança com seu sangue e nos dá seu Espírito para que possamos confiar, obedecer e fazer parceria com ele para trazer sua vida ao mundo.
Paulo reflete mais tarde que a história de Sara e Hagar mostra dois modos de vida (Gálatas 4:23–24). Ismael representa a vida "segundo a carne" — tentando cumprir as promessas de Deus através do esforço humano. Isaque representa a vida "de acordo com a promessa" — confiar em Deus para fornecer vida onde só havia morte. Em Jesus, somos convidados a ser filhos da mulher livre, confiando não em nossa própria força, mas no Espírito que dá vida.
A boa notícia é que Deus é fiel mesmo quando não somos. Como Abrão, nossa desobediência e falta de fé não cancelam as promessas de Deus. Ele continua a dar vida a partir de nós, mesmo quando agimos como filhos da escravidão. E, em Cristo, ele nos torna filhos da promessa, cheios de seu Espírito, livres para confiar e obedecer.
Veja por si mesmo
Eu oro para que o Espírito Santo abra seus olhos para ver o Deus que traz vida onde só há morte e cumpre suas promessas mesmo quando somos infiéis. E que você veja Jesus como aquele que faz de você um filho da promessa, cheio de seu espírito para confiar, obedecer e trazer a vida de Deus ao mundo.

