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Devocional

Juízes 3.7-5

Eúde e Débora

Em Juízes 3.7-5 vemos que Jesus é um libertador melhor que Eúde, Sangar e Débora. Jesus não apenas destrói um rei opressor; ele esmaga a Serpente que introduziu o pecado e a morte.

O que está acontecendo?

Somos apresentados aos quatro primeiros juízes de Israel: Otniel, Eúde, Sangar e Débora. Os relatos de sua liderança seguem o mesmo padrão estabelecido no capítulo dois. Israel faz o que é mau aos olhos de Deus (Juízes 3.7). Deus envia um exército para disciplinar Israel (Juízes 3.13). Israel clama por misericórdia depois de anos de opressão (Juízes 4.3). Então Deus levanta um novo juiz para resgatar Israel de seus inimigos (Juízes 3.15,30).

O primeiro juiz de Israel, Otniel, é exemplar. Ele é parente de Calebe, que espionou a terra de Canaã com Josué e confiou no Senhor. Ele também é cheio do mesmo Espírito Santo que Josué (Juízes 3.10). Mas nem sua linhagem espiritual nem sua fidelidade são suficientes para garantir uma vitória duradoura para Israel. Depois de sua morte, Israel se torna mais mau do que antes.

Assim, os três juízes seguintes funcionam como uma repreensão irônica a Israel infiel. No início, essa ironia é quase engraçada. Eúde, o segundo juiz, é um benjamita canhoto (Juízes 3.15). Benjamim significa “filho da mão direita”. E esse filho canhoto, do clã da mão direita, engana e assassina o gordo rei inimigo Eglom. Esse rei, cujo nome significa “bezerro”, ao ser morto, é deixado em paz por seus servos, porque as idas de Eglom ao banheiro normalmente tinham aquele cheiro (Juízes 3.24).

O fato de Eúde ser canhoto não apenas comunica uma ruptura com sua tribo, mas simboliza a relação que se rompia entre Deus e seu povo. Deus salvou Israel, mas o líder que ele escolhe é o líder que Israel merece.

É por isso que o próximo juiz de Israel, Sangar, é filho de uma mulher cujo nome vem de uma deusa cananeia (Juízes 3.31). Ele é ao mesmo tempo um símbolo da idolatria de Israel e um juízo contra a religião cananeia.

É também por isso que Débora, a juíza seguinte, é uma mulher que profetiza que o então rei inimigo de Israel, Sísera, seria morto por outra mulher, Jael (Juízes 4.9). Jael atravessa o crânio de Sísera com uma estaca de tenda depois de fazê-lo adormecer com leite morno (Juízes 4.17,21). Os cananeus tinham uma visão depreciativa das mulheres, muitas vezes forçando-as à prostituição de culto. Portanto, Débora e Jael são o juízo de Deus contra a adoração cananeia, mas também são acusações contra a infidelidade e a covardia dos homens de Israel.

Cada um desses juízes é um juízo tanto contra Canaã quanto contra Israel. Deus derrota os inimigos de Israel, mas o faz dando a Israel os líderes que eles merecem.

Onde está o Evangelho?

Deus também nos dá os líderes que merecemos. Você não precisa ler muitos jornais para ver essa verdade. Às vezes é quase cômico como os que estão no poder espelham a cultura, mas, na maior parte do tempo, é desanimador e exaustivo. Não queremos mais os líderes que merecemos; queremos um governante que rompa o ciclo e nos conduza, como povo, para fora da nossa infidelidade, covardia e divisão.

E esse líder é Jesus. No jardim do Éden, Deus prometeu a Adão e Eva que um dia nasceria um Juiz que esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3.15). Um dia a infidelidade, a covardia e a divisão da serpente seriam destruídas. Quando Jael esmaga o crânio de Sísera, isso prova que Deus não se esqueceu do seu plano de esmagar a cabeça da serpente (Juízes 5.26). Mas, diferentemente dos líderes de Israel e dos nossos líderes hoje, a promessa desse Esmagador da Serpente é imerecida.

O Juiz Jesus foi prometido a Adão e Eva enquanto eles eram desobedientes. E Deus diz que esse verdadeiro Governante se sacrificaria por seu povo rebelde (Gênesis 3.15). Quando os calcanhares de Jesus foram perfurados na cruz, ele traspassou a cabeça da serpente. Ironicamente, Jesus venceu o domínio e o poder do nosso inimigo por meio da derrota e da crucificação (Colossenses 2.15). Jesus é o líder que não merecemos, e ele é o único Juiz que pode tornar o seu povo fiel, corajoso e unido.

E se confiarmos nos juízos de Jesus não apenas contra a nossa cultura e os nossos líderes, mas também contra nós mesmos, ele nos salvará. Ele será o nosso líder, e ele derrotará os nossos inimigos.

Veja por si mesmo

Que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que destrói os seus inimigos. E que você veja Jesus, que desce ao nosso pecado e à nossa morte para nos levantar à sua vitória.

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