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Devocional

2 Reis 14-17

Israel morre

Em 2 Reis 14-17, vemos que Jesus é o verdadeiro Rei israelita que trará seu povo de volta dos mortos.

O que está acontecendo?

A idolatria persistente de Israel e de Judá está empurrando o povo de Deus para uma inevitável morte espiritual, física e nacional pelas mãos da Assíria.

Em Israel, Jeroboão II é morto por Zacarias, que seis meses depois é assassinado por Salum. Um mês mais tarde, Salum é morto por Menaém. Na tentativa de estabilizar o poder e apaziguar a cobiça da Assíria por terras, Menaém cobra impostos extremos de seu povo (2 Reis 15:20). Isso significa que, quando seu filho herda o reino, ele está esvaziado de suas riquezas e vulnerável a Peca, o capitão rebelde de seu exército (2 Reis 15:25). Peca rouba o trono, mas perde várias cidades estratégicas e terras tribais para os famintos assírios (2 Reis 15:29). Os fracassos de Peca levam Oseias, o último rei de Israel, a conspirar e matá-lo (2 Reis 15:30). Ainda sob pressão da Assíria, Oseias tenta garantir uma aliança com o Egito. Mas o plano fracassa (2 Reis 17:4). A Assíria descobre a traição, prende Oseias, invade Israel e leva os israelitas para o exílio (2 Reis 17:6). Oseias significa “salvação”, mas Israel está condenado sob o governo idólatra de Oseias.

Durante esse mesmo período, Judá está apenas um pouco melhor. O texto nos diz que Amazias, seu filho e seu neto fazem o que é certo aos olhos de Deus, embora não como o seu antepassado Davi (2 Reis 14:3). Todos os três toleram idolatrias semelhantes, e cada um paga um preço por isso (2 Reis 15:4, 35). Amazias é assassinado, seu filho fica leproso, e seu neto é atormentado pelo conflito com a Síria e Israel (2 Reis 14:19, 15:5, 37). Quando Acaz, o descendente seguinte de Amazias, assume o trono de Judá, ele é o primeiro rei em décadas a fazer o mal aos olhos de Deus, e o primeiro rei da história de Judá a sacrificar seu filho a um deus pagão (2 Reis 16:2-3). Judá está na mesma marcha idólatra para a morte que Israel.

Acaz chega a despojar o templo de Deus de sua prata e de seu ouro a fim de pagar mercenários assírios para atacar a Síria e Israel (2 Reis 16:7-8). Então, em deferência simbólica à Assíria e a seus deuses, Acaz viola ainda mais o templo e substitui o altar projetado por Deus por uma cópia do altar assírio (2 Reis 16:10-11, 17-18).

O registro desse período da história de Israel termina com uma interpretação. A Assíria levou Israel cativo porque tanto Israel como Judá deixaram de temer, adorar e amar somente a Deus (2 Reis 17:7-8). No monte Sinai, Deus deu a Israel dez mandamentos — e dez violações desses mandamentos são listadas aqui. Israel se afastou completamente do Deus da vida. Eles preferem os ídolos de outras nações, e por isso Deus abandona Israel à sua morte espiritual, física e nacional (2 Reis 17:22-23).

Onde está o Evangelho?

Em certo sentido, as mortes de Israel e de Judá foram autoinfligidas, mas a morte também é o juízo de Deus. Não foi coincidência que o homem chamado “salvação” tenha sido aquele que destruiu Israel. Foi a ironia de Deus provando que a desobediência sempre traz morte (Romanos 6:23).  

Mas, embora Israel e Judá estejam mortos em seus pecados, Deus é rico em misericórdia e amor por seu povo. Anteriormente em Reis, quando um cadáver foi lançado no sepulcro do fiel Eliseu, o homem israelita ressuscitou dos mortos (2 Reis 13:21). E, pela morte de Jesus, o filho fiel de Deus, ele dará vida ao seu povo novamente (Efésios 1:4-5).

Se a história sempre foi que a desobediência leva à morte, o que acontece quando a obediência leva à morte, como aconteceu com Jesus (Filipenses 2:8)? Assim como foi dada uma pista com Eliseu, o apóstolo Paulo diz que, quando o Rei israelita finalmente fiel morre, ele é ressuscitado dos mortos (Filipenses 2:9). E, ao nome de Jesus (cujo nome, como o de Oseias, também significa salvação), todo joelho se dobrará diante do verdadeiro Rei da vida, da morte e do mundo (Filipenses 2:10).

Não há ídolo que traga vida dos mortos. Não há obediência às leis de outro deus que ponha fim à nossa morte espiritual, física e nacional. Mas, quando nos inclinamos — ou melhor, nos lançamos — no sepulcro do Rei Jesus, nós ressuscitaremos (Romanos 6:4).

Veja por si mesmo

Que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que traz vida dos mortos. E que você veja Jesus como o Rei cujo nome significa salvação.

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