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Devocional

Lucas 22.66-23.56

A crucificação

Em Lucas 22.66-23.56, vemos que Jesus é contado entre os transgressores para que os transgressores possam ser contados entre os justos.

O que está acontecendo?

Os líderes judaicos estão prontos para matar Jesus por causa de suas afirmações de ser o Filho de Deus (Lucas 22.71). O problema é que eles não têm autoridade para matá-lo por conta própria. Por isso, tentam rotular Jesus como uma ameaça política a Roma (Lucas 23.1-2). Mas, repetidas vezes, Jesus é declarado inocente.

Três vezes Pilatos diz que Jesus não fez nada de errado (Lucas 23.4, 14, 22). Herodes afirma que Jesus é inocente (Lucas 23.15). Uma multidão grita para que Jesus seja crucificado, e exige que ele seja morto no lugar de um assassino e terrorista (Lucas 23.18-19). Quando Jesus é pendurado na cruz, o criminoso ao seu lado reconhece que ele não fez nada que merecesse a execução (Lucas 23.41). No momento em que Jesus morre, o centurião que presidia a crucificação de Jesus adora a Deus e declara que Jesus não é apenas inocente, mas justo (Lucas 23.47).

Assim como Jesus profetizou, ele foi tratado e “contado entre os transgressores” (Lucas 22.37). Morreu como um criminoso, sem ter feito nada de errado.
Um homem chamado José sepultou Jesus no “dia da preparação” (Lucas 23.54). Era o dia em que todas as pendências do trabalho eram concluídas e todas as refeições eram preparadas para que Israel pudesse descansar no sábado. O corpo de Jesus, como Israel, foi preparado para o descanso.

Onde está o Evangelho?

Quando Jesus morre, o véu do templo se rasga ao meio (Lucas 23.45). O véu separava o mundo pecador da presença santa de Deus. Jesus foi condenado e tratado como culpado, embora fosse inocente. Mas, naquele momento, tudo o que impedia os pecadores de entrar na presença de Deus foi derrubado.

Na cruz, Jesus carregou o peso dos nossos pecados para que o poder deles sobre nós fosse quebrado, e para que morrêssemos à transgressão e vivêssemos plenamente perdoados na presença de Deus (1 Pedro 2.24).

Assim como Deus trabalhou por seis dias e então descansou no sábado, quando sua obra estava completa, também Jesus completou sua obra em sua morte e descansou no sábado. Paulo escreve que, no momento em que Jesus morreu, ele fez de todos os que confiam nele novas criações (2 Coríntios 5.17). Em outras palavras, quando o sábado termina, uma nova semana começa. A ressurreição de Jesus dos mortos significa que Deus não está mais em descanso — ele está trabalhando, oferecendo vida de ressurreição e fazendo novas criações de todos os que confiam a Jesus o seu quebrantamento e recebem a sua vida.

Veja por si mesmo

Que o Espírito Santo abra os seus olhos para ver o Deus que cria e descansa. E que você veja Jesus como aquele que nos faz novas criações, capazes de viver na presença de Deus.

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